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Regime islâmico

OMS denuncia que hospitais e médicos estão sendo alvos de ataques repressivos no Irã

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O diretor da OMS, Tedros Adhanom. (Foto: SALVATORE DI NOLFI/EFE/EPA)

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O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom, denunciou em postagem feita nesta quinta-feira (29) na rede social X uma série de ataques contra profissionais de saúde e instalações médicas no Irã, ocorridos durante a repressão às recentes manifestações em curso no país persa. Segundo ele, os episódios impediram a prestação de atendimento a pessoas feridas que necessitavam de cuidados médicos.

De acordo com Tedros, a OMS conseguiu confirmar um ataque ocorrido no início de janeiro no Hospital Khomeini, localizado na cidade de Ilam, no oeste do Irã.

“Foram registrados atos de violência dentro e ao redor da unidade após a transferência de pessoas feridas para o hospital”, afirmou, acrescentando que os serviços médicos e o fornecimento de insumos foram interrompidos e afetados.

Ainda segundo o diretor-geral, outro hospital atingido foi o Hospital Sina, em Teerã, onde houve uso de gás lacrimogêneo. A informação, conforme escreveu Tedros, também foi confirmada pela OMS a partir de relatos verificados pela organização.

O chefe da agência da ONU manifestou preocupação com denúncias de agressões a trabalhadores da saúde e com a detenção pelo regime islâmico de pelo menos cinco médicos enquanto atendiam pacientes feridos no Irã.

“Peço a libertação de qualquer profissional de saúde detido. O pessoal de saúde nunca deveria sofrer intimidações”, declarou no post.

A OMS informou que identificou danos em diversas outras instalações médicas no Irã. Segundo a organização, ao menos dez postos de emergência pré-hospitalar foram afetados, com mais de 50 paramédicos feridos e cerca de 200 ambulâncias danificadas nas últimas semanas.

Tedros afirmou que a crise no Irã tem pressionado o sistema de saúde do país e reforçou a necessidade de proteção às unidades médicas.

“É fundamental que os centros de saúde sejam protegidos e possam prestar serviços essenciais sem obstáculos, especialmente em tempos de crise”, concluiu, ao afirmar que a assistência médica “não deve ser alvo de violência”.

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