
Ouça este conteúdo
A porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH), Ravina Shamdasani, disse nesta terça-feira (6) que a captura do ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos deixa o mundo “menos seguro”.
Segundo comunicado do ACNUDH, Shamdasani fez os comentários durante declarações à imprensa em Genebra.
Ela afirmou que a ação dos Estados Unidos tornou “todos os Estados menos seguros em todo o mundo” e que o “longo e deplorável histórico” de violações dos direitos humanos do regime de Maduro não serve de justificativa para a operação.
“A responsabilização por violações dos direitos humanos não pode ser alcançada por meio de intervenção militar unilateral em violação do direito internacional”, alegou a porta-voz.
“Longe de ser uma vitória para os direitos humanos, esta intervenção militar, que contraria a soberania venezuelana e a Carta da ONU, prejudica a arquitetura da segurança internacional”, acrescentou Shamdasani.
A porta-voz disse que a posição do Alto Comissariado é que a operação militar do governo Donald Trump “viola o princípio fundamental do direito internacional e a Carta da ONU, que estabelece que os Estados não devem ameaçar ou usar a força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado”.
A respeito dos crimes contra a humanidade cometidos pela ditadura chavista, Shamdasani afirmou que os direitos do povo venezuelano “têm sido violados há muito tempo” e que “o povo da Venezuela merece responsabilização [dos perpetradores] por meio de um processo justo e centrado nas vítimas”.
Apesar das críticas aos Estados Unidos, Shamdasani disse que o ACNUDH está “aberto” a conversar com a gestão Trump a respeito do restabelecimento do escritório da agência na Venezuela, de onde foi expulsa em fevereiro de 2024.
Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados na Venezuela em uma operação militar dos Estados Unidos no sábado (3) e na segunda-feira (5) se declararam inocentes das acusações a que respondem na Justiça federal americana, em audiência em um tribunal de Nova York.
Maduro é acusado de conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos e conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos explosivos.
Já Flores é acusada de conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos e conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos explosivos.
VEJA TAMBÉM:







