Com o discurso parecido com o de Barack Obama, a oposição japonesa pode vencer as eleições e colocar fim a uma hegemonia inédita nas grandes democracias.
Cinco décadas quase ininterruptas sob o comando do PLD, o Partido do primeiro-ministro Taro Aso, fizeram do Japão uma potência. Mas mesmo em uma sociedade os ventos agora são de mudança.
Mais do que alternância de poder, o que a maioria dos eleitores quer, segundo os analistas, são novas prioridades do governo. Motivos para se preocupar não faltam: o desemprego atingiu nessa semana o maior nível desde a Segunda Guerra, o consumo e a renda em baixa ameaçam empresas e trabalhadores.
O Partido Democrático do Japão, o PJD, parece ter compreendido bem o eleitorado. Seu candidato, Yukio Hatoyama, promete combater o desperdício de dinheiro público, ampliar o ensino gratuito e aumentar a ajuda a desempregados e aposentados.
Se for eleito Hatoyama, apelidado de o "E.T.", promete governar com mais independência em relação aos Estados Unidos. Também é uma mudança, pois os americanos são os principais aliados dos japoneses desde a guerra.
Hatoyama usa na campanha a palavra "mudança", estratégia muito parecida com a de Obama para chegar ao poder nos EUA.



