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Europa

Organização alerta sobre antissemitismo e recomenda que judeus não viajem à Espanha

O presidente do governo da Espanha, Pedro Sánchez, um dos líderes ocidentais mais críticos de Israel (Foto: OLIVIER MATTHYS/EFE/EPA)

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O austríaco Ariel Muzicant, vice-presidente do Congresso Judaico Mundial, recomendou que judeus e cidadãos israelenses não viajem para a Espanha devido ao que considera um clima de antissemitismo sem precedentes desde a época da Inquisição.

Em um comunicado, Muzicant acusou o governo espanhol de criar, após o ataque do grupo terrorista Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023 e o início da guerra em Gaza, “um clima antissemita e anti-israelense insuportável na Espanha, como não se via desde a Inquisição em 1492”, por meio de diversas “declarações e ações antissemitas”.

“Ontem, o Ministro dos Transportes espanhol, Óscar Puente, afirmou que o perigo para a Europa não são os mísseis iranianos, mas Israel. O primeiro-ministro, Pedro Sánchez, pretende legalizar a permanência de centenas de milhares de refugiados ilegais, em sua maioria muçulmanos”, acusou Muzicant.

Muzicant afirmou que “os poucos judeus que vivem na Espanha o fazem com extremo medo” de ataques terroristas.

Fundado na Suíça, o Congresso Judaico Mundial representa comunidades de judeus em mais cem países e promove ações de combate ao antissemitismo, educação sobre o Holocausto e apoio a Israel.

Sánchez, do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), é um dos líderes ocidentais mais críticos de Israel.

Antes das suas críticas à guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, ele chamou de “genocídio” a ofensiva israelense contra o Hamas na Faixa de Gaza (conflito atualmente em cessar-fogo), reconheceu o Estado palestino e ingressou no processo que a África do Sul apresentou contra Israel na Corte Internacional de Justiça (CIJ), entre outras medidas.

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