Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Acordo

Otan vai antecipar a saída de tropas do Afeganistão

Operações deveriam acabar em 2014, mas comando da segurança em território afegão será assumido por Cabul em meados do ano que vem

Contra a guerra: Milhares de manifestantes saíram às ruas de Chicago desde domingo para pedir o fim da guerra no Afeganistão. Embora os protestos tenham sido, em sua maioria, pacíficos, houve confrontos ontem, quando alguns manifestantes não obedeceram as ordens para se dispersarem. Segundo a polícia, 45 pessoas foram detidas e quatro policiais sofreram ferimentos leves. Uma das manifestações foi realizada em frente ao prédio da Boeing, uma das maiores fabricantes de caças de combate do mundo |
Contra a guerra: Milhares de manifestantes saíram às ruas de Chicago desde domingo para pedir o fim da guerra no Afeganistão. Embora os protestos tenham sido, em sua maioria, pacíficos, houve confrontos ontem, quando alguns manifestantes não obedeceram as ordens para se dispersarem. Segundo a polícia, 45 pessoas foram detidas e quatro policiais sofreram ferimentos leves. Uma das manifestações foi realizada em frente ao prédio da Boeing, uma das maiores fabricantes de caças de combate do mundo (Foto: )

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), principal aliança militar ocidental, anunciou ontem que vai antecipar o fim de suas operações de combate no Afeganistão e passará o comando da segurança no país às forças de Cabul já em meados do próximo ano.

O plano original era encerrar as operações, em curso desde 2001, no ano seguinte. A meta persiste, mas o grupo decidiu que 2014 marcará o fim do processo, não o início.

"Os líderes [dos países da Otan] reafirmaram seu compromisso com a transição e concordaram em fixar uma meta intermediária, em meados de 2013", diz o texto do governo dos EUA, anfitrião da cúpula em Chicago.

As forças de segurança nacionais assumirão então o comando das missões de combate, enquanto as da Otan passarão a um papel de apoio focado em treinamento e assistência até o fim de 2014.

É a data que Barack Oba­­ma, em campanha para se reeleger presidente dos EUA, fixou para a saída americana. A Isaf (Forças Internacionais de Assistência à Segurança, na sigla em inglês), que inclui­­ a Otan e aliados, tem hoje qua­­­­­se 139 mil militares no Afe­­ganistão. Dois de cada três ­­­ deles vêm dos Estados Uni­­dos. Apesar do anúncio de­­ re­­ti­­ra­­­­da, Obama insistiu que­­­­ con­­tinuará a "apoiar"­­ o­­ Afe­­ga­­nistão, país que os Es­­tados Unidos invadiram após o 11 de Setembro porque o go­­verno à época, encabeçado­­ pelo movimento Taleban, abrigava a rede terrorista Al-Qae­­da.

"Teremos muito trabalho ainda", disse o presidente. Se­­gundo ele, a transição começa já: "Estamos vendo progresso, e 75% dos afegãos vivem em áreas que logo serão controladas pelas forças afegãs".

O anúncio não desfaz as dúvidas sobre o processo. A principal é sobre a capacidade das forças locais, já que as mortes de civis em decorrência de ataques de insurgentes têm aumentado nos últimos três anos.

Você pode se interessar

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.