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Ciência

Ovelha Dolly, o primeiro mamífero clonado, completaria 10 anos hoje

Paris – O nascimento da ovelha Dolly, primeiro clone de um mamífero obtido a partir de uma célula de animal adulto, completa 10 anos hoje. Uma década atrás, o feito despertou temores diante da idéia de que o homem pudesse vir a se perpetuar em cópias idênticas, mas também esperanças para a reprodução animal e a terapia humana.

O nascimento de Dolly foi anunciado em 23 de fevereiro de 1997, embora na verdade tenha ocorrido em 5 de julho de 1996, pela mãos da equipe de Ian Wilmut, do Instituto Roslin de Edimburgo (Escócia). Pouco depois, a Unesco adotava uma declaração universal sobre o genoma humano na qual proibia principalmente a clonagem.

Menos de dez anos depois nasceram clones dos célebres puros-sangues Pieraz e Quidam de Revel. A clonagem de um gato doméstico, em 2002, fez nascer a esperança da criação de cópias de animais de estimação. Outras clonagens de animais haviam sido concluídas com êxito antes do nascimento de Dolly. Mas o nascimento da ovelha representou um grande avanço porque ela herdou seu DNA de uma ovelha adulta e não de um embrião. Tratou-se de uma clonagem por transplante de núcleo de célula somática (não sexual), no qual o embrião criado foi depois implantado no útero de outra ovelha. Foram necessários mais de 270 testes para se chegar até a gestação de Dolly. Após uma série de pesquisas, Dolly foi sacrificada em 2003.

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