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República Dominicana

País aliado dos EUA anuncia expulsão de diplomatas cubanos

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O presidente da Republica Dominicana, Luis Abinader. (Foto: Orlando Barría/EFE)

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A República Dominicana, país aliado dos Estados Unidos e integrante do Escudo das Américas, anunciou nesta quinta-feira (13) a expulsão de nove integrantes da Embaixada de Cuba na capital Santo Domingo e de seus familiares. O governo do presidente Luis Abinader deu prazo para que todos deixem o território dominicano nos próximos dias.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores dominicano, a decisão foi tomada com base nas prerrogativas previstas pela Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas. O governo não informou quais integrantes da missão cubana foram atingidos pela medida nem explicou os motivos específicos para a expulsão.

A decisão ocorre em um momento de crescente distanciamento político entre o governo de Abinader e o regime comunista cubano. Em maio, o presidente dominicano afirmou que Cuba “obviamente não é um Estado democrático”. Em julho, a República Dominicana se absteve em uma votação das Nações Unidas sobre as sanções americanas contra a ilha.

Aproximação com os Estados Unidos

A expulsão ocorre meses depois de a República Dominicana aderir ao Escudo das Américas, coalizão regional de segurança impulsionada pelo governo do presidente Donald Trump.

Abinader participou da cúpula de lançamento da iniciativa, realizada em março nos Estados Unidos. O bloco foi criado para ampliar a cooperação entre Washington e governos latino-americanos em áreas como combate ao narcotráfico, crime organizado, imigração ilegal, compartilhamento de inteligência e operações conjuntas de segurança.

A decisão de Santo Domingo contra os diplomatas cubanos ocorre em meio ao agravamento das tensões entre Washington e Havana. O governo Trump tem aumentado a pressão política e econômica sobre o regime cubano para que viabilize uma mudança de governo na ilha.

O regime classificou a expulsão dos diplomatas como um ato de “submissão” às políticas dos Estados Unidos contra Havana, segundo informou a agência Associated Press. A medida foi anunciada no mesmo dia em que Cuba celebrava o centenário do nascimento do ditador Fidel Castro.

Cuba perde espaço diplomático na região

A decisão da República Dominicana se soma a uma série de medidas adotadas por outros governos latino-americanos contra Havana ao longo deste ano.

Em março, o Equador declarou o embaixador cubano Basilio Antonio Gutiérrez García e integrantes de sua missão diplomática persona non grata, determinando sua saída do país. Cuba respondeu posteriormente com o fechamento de sua embaixada em Quito.

No mesmo mês, a Costa Rica reduziu sua relação diplomática com Havana e retirou parte de sua representação no país, mantendo o vínculo em nível consular.

Mais recentemente, o presidente colombiano Abelardo de la Espriella anunciou a ruptura das relações diplomáticas com Cuba e Nicarágua ao assumir o governo. Antes da posse, ele havia afirmado que sua administração não manteria vínculos com regimes que classificou como tiranias.

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