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De origem muçulmana

País listado entre os mais perigosos para cristãos ameaça cassar cidadania de convertidos

O primeiro-ministro da Somália, Hamza Abdi Barre, defende retirada de cidadania de muçulmanos convertidos aos cristianismo (Foto: EFE/EPA/MIGUEL RODRIGUEZ)

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A Somália, um dos países mais perigosos do mundo para professar a fé, está aumentando as restrições à liberdade religiosa. Em declarações recentes, o primeiro-ministro somali, Hamza Abdi Barre, ameaçou retirar a cidadania de cristãos convertidos de origem muçulmana.

Durante um discurso às forças armadas do país, o governante justificou sua intenção, dizendo que a identidade somali está diretamente ligada ao islamismo e, por isso, se alguém abandona a religião deixaria de ser considerado somali.

Especialistas consultados pela organização Portas Abertas, focada em investigar casos de perseguição religiosa no mundo, apontam que a legislação somali é fortemente influenciada pela sharia (guia prático e moral do islamismo), o que dificulta o exercício da liberdade religiosa e aumenta a vulnerabilidade de cristãos e de outras minorias religiosas no país africano.

A Constituição provisória da Somália reconhece o islamismo como religião oficial do Estado.

Além da rejeição social, comunidades cristãs não possuem reconhecimento legal no país, considerado atualmente o segundo país na Lista Mundial da Perseguição 2026 da Portas Abertas. Ainda, o país enfrenta uma profunda crise humanitário, o que coloca os cristãos em uma situação cada vez mais frágil.

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