
Johannesburgo - A África do Sul está enviando mais médicos militares para sua fronteira norte, a fim de tratar zimbabuanos vítimas do cólera que fogem do país em busca de ajuda. O anúncio do reforço foi feito ontem pelo governo sul-africano. Enquanto o Zimbábue entra em colapso socioeconômico, aumentam as críticas ao regime do presidente Robert Mugabe, no poder há 28 anos. A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, criticou ontem Mugabe e pediu sua renúncia. O arcebispo sul-africano Desmond Tutu, prêmio Nobel da Paz, também criticou Mugabe na quinta-feira, sugerindo inclusive a força militar para derrubá-lo.
O cólera é uma doença gastrointestinal que pode ser prevenida e curada facilmente. Porém os sistemas médico e de tratamento de água praticamente desapareceram do Zimbábue. O desastre, relacionado com o impasse político e a grave crise econômica no país, gerou temores de uma epidemia regional da doença, e também novos pedidos para que o presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, deixe o cargo, após 28 anos no poder.
A imprensa estatal zimbabuana afirmou na quinta-feira que foi decretado estado de emergência de saúde nacional. As Nações Unidas estimam que o cólera matou pelo menos 575 pessoas no país desde agosto. No mesmo período, 12.700 pessoas contraíram a doença, aponta a ONU.
Agências humanitárias afirmam que é provável que muitos zimbabuanos possam ter adoecido e morrido em casa, tornando-se vítimas não contabilizadas.



