Centenas de palestinos reuniram-se nesta sexta-feira perto do túmulo de Yasser Arafat na Cisjordânia para lembrar o primeiro aniversário da morte de seu líder.
O presidente palestino, Mahmoud Abbas, participou de uma cerimônia em que estiveram presentes representantes das mais importantes facções palestinas e alguns diplomatas estrangeiros.
Arafat morreu aos 75 anos e não conseguiu ver realizado o seu sonho de um Estado palestino.
O centro da cerimônia oficial pela morte foi o antigo quartel-general de Arafat em Ramallah, onde ele passou seus últimos anos isolado e cercado pelo Exército israelense.
Muitas lojas na área permaneceram fechadas e exibiram retratos de Arafat nas janelas.
O ex-guerrilheiro que ganhou o pêmio Nobel da Paz deixou um legado complicado.
A morte de Arafat, depois de anos de isolamento dos Estados Unidos e de Israel, que o consideravam um obstáculo à paz na região, criou esperanças de que um processo de paz pudesse ser retomado pela primeira vez em anos.
Abbas, eleito em janeiro com uma plataforma de não-violência, rapidamente conseguiu um acordo de cessar-fogo que abriu caminho para a retirada de Israel da Faixa de Gaza, em setembro, após 38 anos de ocupação.
Mas incidentes de violência prejudicaram as possibilidades de avanços no caminho para a paz.
O presidente palestino conseguiu evitar a anarquia nos territórios palestinos que muitos temiam, mas continua a lutar contra as conseqüência do longo e autocrático governo de Arafat, marcado pela corrupção.



