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Religião

Papa confirma celibato sacerdotal obrigatório

O Papa Bento XVI pronunciou-se contra qualquer mudança dentro da Igreja Católica em relação ao celibato sacerdotal e confirmou seu caráter obrigatório na primeira exortação apostólica de seu pontificado, divulgada nesta terça-feira (13) pelo Vaticano.

"Eu reafirmo a beleza e importância de uma vida sacerdotal vivida no celibato como sinal de devoção total e exclusiva a Cristo, à Igreja e ao Reino de Deus", afirma o documento.

"Além disso, eu confirmo que [o celibato] permanece obrigatório", escreveu o pontífice, interpretando assim a vontade da maioria dos bispos do mundo, que consideram inoportuno mudar essa regra, apesar do pedido de alguns setores para que ela seja modificada. O texto doutrinal resume as tarefas da assembléia geral do sínodo de bispos "Sacramentum Caritatis" sobre a eucaristia "fonte da vida e da missão da Igreja", celebrado em outubro de 2005.

Para o Papa "o celibato sacerdotal, vivido com maturidade, alegria e dedicação, é uma grandíssima bênção para a Igreja e a própria sociedade".

Esse é o segundo documento doutrinal de Bento XVI depois da divulgação, em janeiro de 2006, de sua primeira encíclica, "Deus caritas est" (Deus é amor), na qual busca reconciliar o amor humano e a caridade cristã.

As encíclicas e exortações apostólicas são textos do chefe da Igreja Católica dirigidos aos bispos, religiosos e fiéis em geral.

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