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Internacional

Papa Leão XIV relembra vítimas do 11 de setembro e faz apelo urgente por paz mundial

Papa Leão XIV em momento de interação com fiéis da igreja católica.
Papa Leão XIV em momento de interação com fiéis da igreja católica. (Foto: Fábio Frustaci/EFE)

O Papa Leão XIV recordou as vítimas dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 no domingo e renovou seu apelo pela paz em meio a conflitos e violência ao redor do mundo. Falando em inglês após rezar o Angelus com os fiéis reunidos na Praça de São Pedro em 13 de setembro, o papa relembrou o 25º aniversário dos ataques, que foi observado dois dias antes.

"Dois dias atrás marcou o 25º aniversário dos ataques terroristas de 11 de setembro nos Estados Unidos da América. Renovo minhas orações por aqueles que perderam suas vidas e por aqueles que continuam a carregar as feridas daquele dia trágico. Em um momento em que conflitos e violência afligem tantos de nossos irmãos e irmãs, convido a todos a rezarem para que o Senhor conceda seu dom de paz ao mundo", disse ele.

Continuando em italiano, Leão afirmou que a memória da tragédia deve estimular um compromisso renovado com a paz, sobretudo através da oração confiada à intercessão da Virgem Maria.

O papa então saudou os romanos e peregrinos reunidos na praça, incluindo grupos do Brasil e de outros países, peregrinos que haviam viajado de Assis pelo Caminho de São Francisco, e motociclistas reunidos em apoio à paz e à vida.

Anteriormente, em sua reflexão antes do Angelus, Leão focou no Evangelho dominical e no significado cristão do perdão, recordando que Cristo ensinou o perdão e testemunhou isso até mesmo na cruz, quando rezou ao Pai por seus perseguidores.

Refletindo sobre a pergunta de Pedro a Jesus sobre quantas vezes ele deveria perdoar alguém que peca contra ele, o papa observou que a sugestão de Pedro de sete vezes já indicava abundância, uma vez que o número sete simboliza plenitude nas Escrituras. Jesus, no entanto, foi além, dizendo-lhe para perdoar "70 vezes sete" — sem limite ou medida.

Leão então recordou a parábola do servo cuja enorme dívida foi perdoada por seu senhor, mas que se recusou a mostrar a mesma misericórdia a um companheiro servo que lhe devia muito menos.

"Todas as coisas nos são dadas por Deus por puro amor, e nenhum de nós pode alegar ser perfeito ao responder a tal bondade. Por essa razão, a gratuidade — que é a fonte de nossa existência — é também a melhor regra para nossa vida em comum", disse o papa.

"Experimentamos isso todos os dias. O perdão é indispensável, e sem ele, não podemos viver em paz."

Sem o perdão, Leão advertiu, conflitos, acusações, ressentimentos e atos de vingança eventualmente surgem, destruindo relacionamentos, dividindo famílias e desencadeando guerras.

"Somente o perdão nos liberta e restaura a luz, mesmo onde a pobreza material e moral humana obscureceu o horizonte e tornou o caminho incerto. O perdão, como uma brisa suave, varre até as nuvens mais espessas até que o sol brilhe novamente", disse ele.

O papa também apontou para a própria experiência de perdão de São Pedro depois de negar e abandonar Jesus durante a Paixão. Quando Pedro encontrou o Cristo ressuscitado na margem do Mar da Galileia, Jesus lhe perguntou apenas se ele o amava e mais uma vez o chamou para segui-lo.

Leão disse que o amor que perdoa e cura confirmou Pedro em sua missão como o primeiro dos apóstolos.

Concluindo sua reflexão, o papa pediu à Virgem Maria, Mãe da Misericórdia, que ajude os cristãos a perdoar mesmo quando dar o primeiro passo é difícil, e a espalhar a luz curadora de um amor que supera o ódio e desarma o ressentimento.

©2026 Catholic News Agency. Publicado com permissão. Original em inglês: Pope Leo XIV remembers 9/11 victims, calls for peace and forgiveness https://www.ewtnnews.com/vatican/pope-leo-xiv-remembers-9-11-victims-calls-for-peace-and-forgiveness

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