O papa Francisco montou ontem um conselho de cardeais com representantes dos cinco continentes para avaliar a Cúria Romana em busca de reformas possíveis. Com a iniciativa, o sumo pontífice acata uma sugestão dos cardeais proposta durante as Congregações Gerais que precederam o conclave.
Oito cardeais vão ajudá-lo a fazer mudanças em uma administração sobre a qual pesam escândalos e percalços. De acordo com o comunicado do Vaticano, o grupo não tem poder de decisão, mas vai aconselhar o papa "no seu governo da Igreja", um sinal de que Francisco quer deliberar mais antes de tomar decisões.
Participarão do grupo o presidente do Governo do Estado da Cidade do Vaticano, o italiano Giuseppe Bertello, o arcebispo de Santiago do Chile, o cardeal Francisco Javier Errázuriz Ossa, o arcebispo de Bombai, Oswald Gracias, o arcebispo de Munique, Reinhard Marx, e o arcebispo de Kinshasa (República Democrática do Congo), Laurent Monsengwo Pasinya.
A lista se completa com o arcebispo de Boston, Sean Patrick OMalley, um dos cardeais mais comprometidos na luta contra os padres pedófilos, assim como o arcebispo de Sidney, George Pell, e o de Tegucigalpa, Oscar Andrés Rodríguez Maradiaga, que terá a função de coordenador. O bispo de Albano, na Itália, Marcello Semeraro, será o secretário.



