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Meio ambiente

Para Obama, vazamento “é tão enfurecedor quanto doloroso”

Depois da tentativa frustrada de conter o óleo com injeção de lodo, a British Petroleum vai usar método inédito, serrando os encanamentos

Mais de 20 mil civis e 1,4 mil membros da Guarda Nacional trabalham para limpar a praia de Grand Isle, em Louisiana, depois do vazamento de óleo | Lee Celano/Reuters
Mais de 20 mil civis e 1,4 mil membros da Guarda Nacional trabalham para limpar a praia de Grand Isle, em Louisiana, depois do vazamento de óleo (Foto: Lee Celano/Reuters)

O vazamento de petróleo no Gol­­fo do México, que a British Pe­­tro­­leum (BP) admitiu não ter conseguido deter com uma injeção de lo­­do pesado, é "tão enfurecedor quanto doloroso", afirmou o presidente dos Estados Unidos, Ba­­rack Obama.

Em comunicado depois que a companhia petrolífera admitiu seu fracasso e declarou que começará agora um método diferente para tentar deter o vazamento, Obama disse que "está claro que não funcionou" a injeção de lodo e as autoridades federais ordenaram à companhia o fim dessa operação.

O presidente americano diz que o método que vai ser usado agora "não tem riscos, mas ainda nunca foi tentado".

Esse método, que demorará quatro dias para ser posto em funcionamento, consiste em serrar com submarinos-robô os encanamentos.

O procedimento, destacou Oba­­ma, será "difícil e demorará vários dias" para poder ser aplicado, sem que também não tenha garantias de sucesso.

No entanto, assegurou, as au­­toridades federais "não retrocederão" até ter conseguido a completa limpeza da maré negra e o fim do vazamento.

Qualquer solução à qual se chegue por enquanto seria temporária. A solução definitiva só vai vir daqui a dois meses mais, os necessários para concluir a perfuração, já em andamento, de um novo poço para substituir o estragado.

Enquanto isso, os especialistas do governo calculam que já vazaram no golfo no mínimo 68 milhões de litros de petróleo.

Contingente

Na sexta-feira, Obama prometeu triplicar o número de pessoas que trabalham nas operações de contenção do vazamento no Gol­­fo do México, atualmente em mais de 20 mil civis e 1,4 mil mem­­bros da Guarda Nacional.

Ele visitou a costa da Louisiana, local mais atingido pelo vazamento, pela segunda vez desde o início do problema, e comparou a situação a um ataque ao país.

"(O vazamento) é um ataque à nossa costa, ao nosso povo, à economia regional e a comunidades como essa", disse ele. "As pessoas estão assistindo suas formas de sustento se esvaindo na praia."

Obama ficou no local mais do que as duas horas previstas, ouviu histórias de pessoas afetadas e reiterou que o governo americano vai continuar trabalhando até que o problema seja resolvido.

Analistas americanos dizem que a revolta popular com o vazamento, inicialmente dirigida à empresa que tem tentado acabar com o problema, a petroleira BP, parece agora ter Obama como alvo.

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