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América do Sul

Paraguai endossa venezuelanos no grupo do Mercosul

Numa decisão “pensada e discutida”, presidente paraguaio Horacio Cartes assina protocolo de adesão da Venezuela ao bloco econômico

Cartes: próximo passo é levar a discussão para o Parlamento | Andrés Cristaldo/Efe
Cartes: próximo passo é levar a discussão para o Parlamento (Foto: Andrés Cristaldo/Efe)

O presidente do Paraguai, Horacio Cartes, assinou ontem o protocolo de adesão da Venezuela ao Mercosul e o enviou para que seja ratificado pelo Senado paraguaio, anunciou o ministro das Relações Exteriores, Eladio Loizaga.

"Com esse ato, vamos reinstitucionalizar o Mercosul. A decisão foi autônoma, pensada e discutida", afirmou o chanceler Loizaga à imprensa ao anunciar a assinatura.

A assinatura do presidente é uma etapa anterior à discussão da entrada da Venezuela no bloco regional por parte do Parlamento paraguaio.

O Paraguai havia sido suspenso como membro do Mercosul na cúpula de junho de 2012, por decisão dos outros sócios plenos –Argentina, Brasil e Uruguai –, em rejeição à destituição do ex-presidente Fernando Lugo em um julgamento político que durou apenas 48 horas.

Na mesma cúpula, a Vene­zuela obteve o status de membro pleno do bloco, já que a entrada do país estava sendo travada pelo Senado paraguaio desde 2006.

Assunção não aceitou a entrada da Venezuela e tampouco acatou sua suspensão, alegando que nunca descumpriu as cláusulas dos tratados que regem o Mercosul.

Antes de assumir a Pre­sidência, em agosto deste ano, Cartes havia suspendido a reincorporação do Paraguai ao Mercosul por considerar que a Venezuela tinha sido admitida sem o consentimento e na ausência de Assunção, o que seria uma violação no tratado de criação do bloco.

Apesar de a Venezuela estar no Mercosul e exercer a Presidência temporária do bloco, o Senado paraguaio ainda não aprovou seu ingresso.

Já o Paraguai teve sua suspensão encerrada quando Cartes, eleito democraticamente em abril, assumiu a presidência.

Assunção ainda não voltou a frequentar as cúpulas do bloco e não o fará até que o poder legislativo aprove a entrada da Venezuela, conforme Loizaga afirmou no mês passado.

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