A Direção Geral de Estabelecimentos Penitenciários do Paraguai interveio nesta terça-feira a prisão regional da cidade de Pedro Juan Caballero, na fronteira com o Brasil, e destituiu seu diretor, após a recente morte a tiros de um detento brasileiro, informou o Ministério da Justiça.
A ministra da Justiça, Sheila Abed, determinou a intervenção na penitenciária e afastou do cargo o diretor Romualdo Rojas Amarilla, depois que em 4 de janeiro um preso brasileiro morreu em consequência de ferimentos a bala e outro ficou ferido.
O crime aconteceu na manhã do sábado na prisão, que fica a 550 quilômetros ao nordeste de Assunção, quando os dois agressores entraram na cela onde estavam as vítimas e dispararam várias vezes.
O Ministério da Justiça realizará "avaliações, monitoração sobre a operabilidade, alocação de pessoal e tudo relacionado ao funcionamento do centro com ênfase na investigação e avaliação de dados e relatórios relacionados às condições nas quais aconteceu o fato", disse o comunicado.
A instituição designou como interventor da prisão o advogado Christian Rolando González Morel, funcionário de Direção Geral de Estabelecimentos Penitenciários e Execução Penal.
Tanto as vítimas do incidente como os atacantes, um paraguaio e um brasileiro, têm antecedentes por tráfico de drogas e homicídio doloso, segundo a polícia.
Após o ataque, os guardas encontraram em um dos corredores da prisão uma pistola de calibre 9 mm e mais de 40 cápsulas de munição.
A prisão de Pedro Juan Caballero abriga mais de 400 detentos e a cidade, na fronteira com o Brasil, é um dos centros de operações de quadrilhas dedicadas ao narcotráfico e aos assassinatos por encomenda.



