
1 de 19
Lugo fez sua primeira intervenção pública na madrugada de sábado para domingo, em Assunção
2 de 19
O novo presidente do Paraguai - Frederico Franco - concede sua primeira coletiva de imprensa como mandatário do país
3 de 19
O novo presidente do Paraguai, Federico Franco, tomou posse na tarde desta sexta-feira (22)
4 de 19
O Senado do Paraguai destituiu nesta sexta-feira (22) o então presidente do país, Fernando Lugo
5 de 19
Forças militares tomaram as ruas, principalmente em frente ao Senado, para garantir a segurança
6 de 19
Uma multidão acompanhou o processo de impeachment do então presidente paraguaio Fernando Lugo
7 de 19
Manifestantes foram às ruas acompanhar o processo de impeachment de Fernando Lugo
8 de 19
Muitos pediram a permanência de Lugo na presidência do Paraguai
9 de 19
Nas ruas, o povo paraguaio acompanhou com atenção o resultado da votação no Senado
10 de 19
Forças de segurança vigiaram as imediações do Senado paraguaio
11 de 19
Muitos paraguaios queriam a permanência de Lugo no poder
12 de 19
Cartazes pediam a permanência de Lugo no poder
13 de 19
Paraguaios acompanharam em frente ao Senado a votação que decidiu a saída de Fernando Lugo do poder
14 de 19
Manifestantes pediram a permanência de Lugo
15 de 19
Praças e ruas foram tomadas pelas cores da bandeira paraguaia
16 de 19
Manifestação dos paraguaios em frente ao Senado
17 de 19
Paraguaios participaram do histórico momento vivido pelo país
18 de 19
Um forte esquema de segurança foi montado para garantir a ordem durante a votação no Senado do Paraguai
19 de 19
Policiais foram às ruas para evitar tumultos em Assunção
- Paraguai tem de respeitar desejo do povo, diz UE
- Brasília recebe protesto contra impeachment de Lugo
- Paraguai tenta reconquistar confiança de vizinhos
- Três países já reconhecem governo paraguaio, diz jornal
- Aliados de Lugo criarão frente de resistência ao novo governo do Paraguai
- Argentina manda seu embaixador deixar atividades no Paraguai
- TV pública se torna centro de manifestações anti-Franco
- Brasiguaios vão pedir a Dilma que reconheça Franco
- Chávez retira embaixador do Paraguai e interrompe envio de petróleo
- Brasil não vai intervir no Paraguai, diz Marco Aurélio Garcia
- Lugo alerta para volta da ditadura no Paraguai
- Brasil condena deposição de Lugo e convoca embaixador
O Brasil e as demais nações da América do Sul decidiram suspender o Paraguai do Mercosul (Mercado Comum do Sul) e da Unasul (União de Nações Sul-Americanas) até as eleições presidenciais previstas para abril do ano que vem.
»Veja fotos do impeachment do presidente do Paraguai
A ideia, costurada neste fim de semana, é uma resposta ao impeachment-relâmpago do presidente Fernando Lugo ocorrido na sexta-feira. Os vizinhos querem desencorajar processos semelhantes em outros parceiros da região.
O encontro que decidirá o destino imediato do Paraguai está marcado para a próxima sexta, durante reunião do Mercosul, na Argentina. O Paraguai deve ficar de fora, embora seu novo chanceler já tenha dito que quer ir e explicar a crise em seu país.
Não se sabe quais efeitos do isolamento paraguaio do Mercosul e da Unasul, mas espera-se que a suspensão pressione o atual governo.
Rito sumário
Após a reunião ontem à noite no Palácio da Alvorada, o Itamaraty divulgou uma nota condenando o "rito sumário" que culminou com o impeachment e convocou, para consultas, o embaixador do Brasil em Assunção, Eduardo dos Santos.
Na diplomacia, quando isso ocorre, é sinal de reprovação. Não foi usada a palavra "golpe" no comunicado do Ministério de Relações Exteriores porque o processo ocorreu dentro da lei.
Santos pode permanecer em Brasília até o fim da gestão Franco.
O Palácio do Planalto determinou que o Brasil só adote decisões coletivas e no âmbito de organismos multilaterais.
Lugo deve se candidatar ao Senado
O ex-presidente do Paraguai Fernando Lugo, deposto do cargo em um processo de impeachment feito em 48 horas, pretende continuar na política e deve ser candidato ao Senado nas próximas eleições gerais do país, em abril de 2013. Para Lugo, a posição da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) e de países de peso como o Brasil e a Argentina - contrários à sentença do parlamento que decidiu pela sua saída, por considerá-la um golpe -, revelam a fragilidade da democracia paraguaia. "Os países da região e da Unasul manifestaram-se quase de forma unânime rechaçando este golpe e isso é grave para a democracia paraguaia."
Após ter que deixar o Palácio de López (sede do governo), Lugo retornou à sua residência, no município de Lambaré, na região metropolitana de Assunção. Na casa, com portão eletrônico e uma generosa varanda, há uma bandeira paraguaia hasteada e dois policiais armados fazendo guarda.
Na noite de sábado, o ex-presidente esteve na sede da TV Pública, criada em seu governo, onde estavam reunidos representantes de movimentos sociais e cidadãos que o apoiam. Em entrevista na emissora, Lugo reafirmou que foi vítima de um golpe parlamentar com uma ferramenta jurídica. À tarde, ele deixou a residência, dirigindo o próprio carro, e parou para conversar com jornalistas paraguaios e estrangeiros que faziam plantão do lado de fora.
Para o ex-bispo, o processo de impeachment não foi simplesmente um golpe para derrubá-lo, mas contra milhares de pessoas que o elegeram em abril de 2008. Lugo diz que não há alguém culpado pelo que ocorreu, mas critica a classe política paraguaia e partidos tradicionais. "Foi um complô não só de Federico, mas de uma classe política muito tradicional, muito ortodoxa, muito conservadora que não queria mudanças em favor da maioria", afirma.



