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Paris em chamas: mais mortes, menos liberdade

A morte de cada francês (a) deve ser vista, sentida e repudiada como qualquer ato de morte que, nos últimos anos, vem dilacerando países, culturas e inocentes no mundo.

Nas sociedades atuais, caracterizadas por desigualdades econômicas gritantes, assimetrias de poder e hegemonia do estilo de vida ocidental, a lógica da guerra não é mais aquela em que um país ataca o outro em nome da soberania nacional. Os atos ocorridos em 11/09/2001 nos EUA e em 13/11/2015 na França não serão vencidos nem evitados, mesmo ao custo brutal e desumano da destruição de povos e etnias que construíram suas vidas, seus valores e suas culturas em países hoje fabricados como inimigos do ocidente.

Na era do capitalismo informacional globalizado, os inimigos do ocidente moram ao lado. Residem em cidades como Nova York, Paris e Bélgica. Se organizam a partir de pequenos e imperceptíveis exércitos e se julgam no direito de revidar cada ato de destruição aérea e cada gota de sangue derramado, atribuída por eles à intervenção de países imperialistas do ocidente, no afã de exportar seus modelos de economia, democracia e consumo cultural.

Os efeitos sombrios da guerra contra o terror na Síria repercutem no drama humanitário dos refugiados à espera de um novo país, de um novo emprego e do direito humano de viver. Num momento em que a política do medo transforma-se em histeria coletiva, há pouco sentido de falar em liberdade e, tampouco, de reivindicar o direito à privacidade, à intimidade, etc.

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