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Turquia

Partido do governo vence eleições parlamentares

O partido do governo, o AK, de raízes islâmicas, recebeu quase 50 por cento dos votos em uma eleição decisiva neste domingo, mostraram resultados preliminares.

O comparecimento ficou acima do esperado e deu ao partido mandato para reformas, mas prepara o cenário para mais tensões com a elite secular, poucos meses depois de um conflito sobre quem deveria ser o presidente ter antecipado a eleição.

Com dois terços dos votos contados, o AK estava 48 por cento, quase metade de 2002. Mas uma oposição mais unida significa que pode acabar com número similar de cadeiras, não suficientes para mudar a constituição.

Apenas dois outros partidos seculares atingiram a marca de 10 por cento para entrar no parlamento, o CHP, de esquerda, com 20 por cento e o ultra-nacionalista MHP, com 15 por cento. Economistas dizem que o mercado financeiro receberá bem o resultado, à medida que dão ao primeiro-ministro Tayyip Erdogan mandato para continuar com sua política de livre mercado e conversações para entrar na União Européia.

Pesquisas de opinião já mostravam que o partido do governo ganharia um novo mandato de cinco anos.

O voto é obrigatório na Turquia. Muitos turcos votaram cedo para evitar as temperaturas previstas para até 40 graus centígrados durante a tarde.

A Turquia, com quase 43 milhões de eleitores entre 74 milhões de habitantes, é uma das poucas democracias muçulmanas do mundo. Cerca de quatro milhões de jovens eleitores votaram pela primeira vez.

Erdogan, 53, político mais popular do país, convocou a eleição há alguns meses depois que a elite secular, incluindo o poderoso exército, impediu que indicasse um ex-islamista, o ministro do exterior Abdullah Gul, para o cargo de presidente.

Seculares dizem que o Partido AK quer minar a estrita separação entre religião e estado na Turquia e, apesar de a legenda negar, a advertência assustou alguns eleitores.

O próximo governo da Turquia terá que decidir se mandará o exército combater rebeldes curdos do PKK baseados no norte do Iraque, em medida que preocupa cada vez mais os Estados Unidos.

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