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Terremoto

Passados dois anos, Haiti continua com 500 mil desabrigados

Secretário-geral da ONU presta homenagem à memória dos 200 mil haitianos mortos e pede mais apoio da comunidade internacional

Haitianos colocam cruz e guirlanda no topo de um morro em Titanyin, onde vive parte dos desabrigados no terremoto de 2010 | Thony Belizaire/AFP
Haitianos colocam cruz e guirlanda no topo de um morro em Titanyin, onde vive parte dos desabrigados no terremoto de 2010 (Foto: Thony Belizaire/AFP)

As ruas da capital do Haiti, Porto Príncipe, amanheceram tranquilas ontem, data do segundo aniversário do terremoto que devastou o país, um feriado nacional. Hoje, mais de 500 mil pessoas vi­­vem em barracas improvisadas em 800 campos de refugiados es­­palhados pelo país, que enfrenta uma epidemia de cólera.

O secretário-geral da Organi­­za­­ção das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, afirmou que o apoio global é "vital" para a reconstrução do Haiti. "O secretário-geral gostaria de homenagear as mais de 200 mil pessoas que morreram por causa do terremoto, dentre elas 102 funcionários da ONU", disse o escritório de Ban em comunicado.

Ban pediu que a comunidade internacional faça pressão para o envio de ajuda ao país – o mais pobre das Américas – enquanto ele luta para se reconstruir e en­­contrar moradia para centenas de milhares de pessoas que ainda vivem em acampamentos mal-ajambrados.

"Apesar das conquistas consideráveis, dentre elas a remoção de entulho e o assentamento de desalojados, muitos haitianos ainda precisam de ajuda internacional", diz o documento. "O secretário-geral pede, portanto, que a comunidade internacional continue com este apoio vital."

Na quarta-feira, Ban falou pelo telefone com o presidente haitiano Michel Martelly e reiterou "o contínuo comprometimento da ONU em ajudar o povo haitiano no caminho para um futuro próspero e seguro".

O terremoto de magnitude 7 ocorrido em 12 de janeiro de 2010 destruiu grande parte da capital, Porto Príncipe, e deixou um em ca­­da sete haitianos sem casa. Segundo dados oficiais, o tremor matou 316 mil pessoas e deixou 1,5 milhão desabrigadas.

De acordo com a ONU, 4,5 mi­­lhões de haitianos sofrem com a escassez de alimentos e 60% da população estão sem trabalho.

Visita

No próximo dia 1.º, a presidente Dilma Rousseff estará em Porto Príncipe, capital haitiana. Na ocasião, ela pretende intensificar a cooperação brasileira ampliando as parcerias nas áreas de saúde – em conjunto com Cuba –, agri­­cul­­tura, capacitação profissional e o apoio à construção da usina hidrelétrica sobre o Rio Artibonite, no Sul do país.

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