Nova Iorque - Um porta-voz do Departamento da Defesa dos EUA admitiu ontem que soldados americanos cometeram erros e não seguiram os procedimentos e táticas corretos durante um sangrento ataque no Afeganistão no mês passado. O ataque pode ter sido o mais letal contra civis desde o início da guerra, em 2001, com 140 civis mortos, segundo autoridades afegãs.
Os EUA rechaçam o número e contabilizam de 20 a 30 civis e de 60 a 65 insurgentes do grupo islâmico radical Taleban entre os mortos, mas, de toda forma, a ação elevou a tensão entre locais e tropas estrangeiras.
O bombardeio aéreo ocorreu para apoiar tropas no solo durante uma batalha em 4 de maio último na Província de Farah (oeste). "Houve alguns problemas táticos, técnicos e de procedimento no modo como foi realizado o apoio aéreo no ataque, afirmou o secretário de imprensa do Departamento da Defesa, Geoff Morrell.
Ele não confirmou o número final de vítimas, mas insistiu em que o número de militantes do Taleban mortos foi muito superior ao de civis.
Rota
Segundo Morrell, um dos fatores problemáticos se refere ao fato de um bombardeiro B-1 ter se afastado por um tempo após a identificação do alvo devido a exigências de sua rota de atuação. "Não há como saber se isso teve algo a ver com a morte de civis, mas (os investigadores) consideram esse um dos problemas associados com a forma como tudo ocorreu", afirmou Morrell.



