
A Arquidiocese Católica Romana para os Serviços Militares dos Estados Unidos afirmou que "aprecia" o anúncio do secretário de Defesa Pete Hegseth sobre um novo escritório no Pentágono dedicado a apoiar membros religiosos das Forças Armadas.
Hegseth apresentou o Escritório de Assuntos Religiosos do Departamento de Defesa em seu discurso sobre o Estado da Força em 30 de setembro na Base do Corpo de Fuzileiros Navais de Quantico, Virgínia, que contou com a presença de 600 oficiais e militares.
Em seu discurso, Hegseth disse que o escritório se reportará diretamente a ele e aos secretários que o sucederem. Ele afirmou que não haverá "filtros de assessoria" nem "diluição burocrática", mas sim uma "linha direta com o secretário" para os capelães.
"Isso não será uma repartição de papelada", disse ele. "Terá poder real. Protegerá orçamentos, exigirá infraestrutura e fortalecerá o apoio religioso. Os especialistas, nossos capelães, finalmente terão um defensor nos mais altos níveis. Políticas e recursos servirão à missão, não sufocarão a missão."
Em declaração à EWTN News, a arquidiocese militar católica disse que espera que o novo escritório "aprimore e fortaleça o apoio oferecido aos homens, mulheres e suas famílias que servem nas Forças Armadas, e ao corpo de capelães que se esforçam para acompanhar nossos soldados, marinheiros e aviadores em todos os ramos de serviço."
"Colocar a prontidão espiritual ao lado de outras prioridades departamentais, e encurtar o prazo entre as necessidades identificadas no campo e as decisões superiores pode ter o efeito prático de resolver restrições históricas que tradicionalmente limitaram o apoio à capelania", afirmou o comunicado. "Esta Arquidiocese aprecia a iniciativa e acolhe sua implementação."
Hegseth explicou que a nova estrutura visa garantir que os capelães não precisem passar pela burocracia secular. O secretário disse que, sob o antigo sistema, "deixamos pessoas sem nenhuma expertise em fé ou religião ditarem a vida espiritual de nossos guerreiros", e os capelães "estavam enterrados em escalões profundos, esperando por permissão."
"Decisões sobre fé e religião eram tomadas por carreiristas seculares em cubículos e advogados correndo por aí com burocracia", disse ele.
O secretário culpou a estrutura anterior por cortes orçamentários, falhas em atender adequadamente às necessidades de recursos e pessoal, e falta de apoio para capelas nas bases. Ele disse que a fé havia sido tratada como "uma reflexão tardia", embora apenas 5% dos militares sejam não religiosos.
"Nosso departamento, portanto, tem um dever sagrado — apoio religioso de primeira classe onde quer que enviemos nossos guerreiros", disse Hegseth. "Por tempo demais, vocês sabem, não priorizamos esse dever de forma alguma."
O arcebispo Timothy Broglio, da Arquidiocese para os Serviços Militares dos Estados Unidos, apoiou algumas das outras reformas de Hegseth na capelania também. Broglio celebrou a remoção por Hegseth do guia oficial de aptidão espiritual, que o secretário disse estar "promovendo o humanismo secular" e tratando os capelães como "oficiais de apoio emocional" em vez de capelães.
O arcebispo disse que a mudança permitiu que os capelães se concentrassem no ministério espiritual "acima e além de tudo o mais que possam pedir aos capelães para fazer."
Broglio também falou positivamente sobre a decisão de Hegseth de mudar a insígnia dos capelães nos uniformes para refletir o papel de fé em vez da patente militar.
"Se a decisão de eliminar a insígnia de patente para capelães de modo a favorecer a insígnia indicando afiliação religiosa contribui para tornar os capelães mais acessíveis, a arquidiocese a favorece", disse o arcebispo em março.
Alternativamente, a arquidiocese enfrentou problemas com o Exército em 2025 em meio a contratos religiosos cancelados, que o Departamento de Defesa acabou trabalhando para restaurar.
Além da capelania, Broglio criticou algumas decisões militares do governo do presidente Donald Trump. Em abril, ele ecoou as preocupações do Papa Leão XIV, dizendo ser "difícil" ver como a guerra com o Irã poderia ser justificada sob a doutrina católica da guerra justa.
O arcebispo também foi crítico de ameaças anteriores de anexar a Groenlândia, juntamente com ataques a supostos barcos de drogas na costa da Venezuela que mataram mais de 100 pessoas.
©2026 Catholic News Agency. Publicado com permissão. Original em inglês: Catholic military archdiocese ‘appreciates’ Pentagon’s new religious affairs office https://www.ewtnnews.com/world/us/pentagon-new-religious-affairs-office



