Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Integração

Peru quer acordo de livre comércio com Brasil

O peruano Alan Garcia fala com Lula em encontro de ontem | Paulo Whitaker/Reuters
O peruano Alan Garcia fala com Lula em encontro de ontem (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)

São Paulo - O presidente do Peru, Alan García Pérez, disse ontem que acordos comerciais como o Pacto Andino e o Mercosul já não respondem mais às necessidades e anseios do século 21 e defendeu a assinatura de um acordo bilateral de livre comércio entre seu país e o Brasil que incentive investimentos, aumente a presença de empresas brasileiras no Peru e envolva o setor de serviços e a área financeira.

Na avaliação dele, a atual crise financeira do mercado mundial é uma oportunidade para a integração da América do Sul. García citou ainda o fracasso das negociações da Rodada Doha como mais um motivo para a assinatura de um Tratado de Livre Comércio (TLC) com o Peru, país que já possui TLCs com Estados Unidos e Canadá, e que terá, em breve, outros com China e Coréia do Sul. As afirmações de Alan Garcia foram feitas durante o Fórum de Investimentos, Comércio, Turismo e Cultura do Peru, realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na capital paulista.

O presidente peruano defendeu também que o acordo que prevê que 90% do volume comercializado entre os países da América do Sul tenha isenção de tarifas a partir de 2019 seja antecipado para 2015. "Não devemos sacrificar a integração econômica e cultural do continente em respeito a esses acordos. Eles são um meio para se chegar a determinados objetivos, não um fim em si mesmo", disse ele.

"O mundo de hoje balança por crises financeiras e hipotecárias, por previsões de crescimento econômico menor e redução de mercados consumidores. A melhor maneira de responder à crise nos Estados Unidos e à recessão na Europa é fortalecer a integração", declarou Garcia. Segundo ele, o fluxo comercial entre os países poderia aumentar dez vezes se o acordo fosse concretizado. "Não podemos ficar falando apenas de Doha. A era pós-Doha passa por acordos bilaterais", acrescentou o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

Garcia, que não participou da reunião da Unasul a respeito da crise da Bolívia, na última segunda-feira, disse que se sentiu representado pelo Brasil. "Naturalmente a situação preocupa todos os países latino-americanos, mas os países da Unasul só poderiam chegar a essa conclusão: damos respaldo à democracia na Bolívia, ao governo eleito de forma democrática e rechaçamos todo tipo de violência e separatismo".

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.