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Bella 1

Petroleiro passa a utilizar bandeira da Rússia para tentar escapar de perseguição dos EUA

Forças dos EUA interceptam petroleiro em alto-mar e reforçam o bloqueio ao petróleo do regime de Nicolás Maduro.
Forças dos EUA durante interceptação de um petroleiro ligado à Venezuela. (Foto: Divulgação/Departamento de Segurança Interna dos EUA)

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Um navio petroleiro sancionado pelos Estados Unidos, que está sendo perseguido por forças americanas desde o último dia 21, decidiu pintar uma bandeira da Rússia no casco em uma tentativa de se passar por uma embarcação de Moscou e dificultar uma eventual apreensão. A informação foi revelada pelo jornal The New York Times nesta terça-feira (30).

Segundo fontes do governo dos EUA, ouvidas pelo Times, a tripulação do petroleiro Bella 1 adotou a estratégia durante a fuga no oceano Atlântico, após a Guarda Costeira dos Estados Unidos tentar interceptar o navio no mar do Caribe. No momento da tentativa de interceptação, a embarcação seguia em direção à Venezuela para carregar petróleo, colocando-se na rota do cerco imposto pelo presidente Donald Trump contra o regime de Nicolás Maduro.

De acordo com os funcionários americanos citados pelo Times, o Bella 1 está sob sanções desde o ano passado por transportar petróleo iraniano, atividade que, segundo Washington, contribui para o financiamento de grupos terroristas. O navio integra a chamada “frota fantasma”, usada por Irã, Rússia e Venezuela para burlar sanções internacionais e manter exportações de petróleo.

As autoridades afirmaram que a Guarda Costeira tentou abordar o petroleiro após constatar que ele não exibia uma bandeira nacional válida, o que o tornaria passível de inspeção segundo o direito marítimo internacional. Ainda assim, o navio não obedeceu às ordens e seguiu navegando, comportamento considerado incomum para uma embarcação civil.

Conforme o jornal, o Bella 1 desligou seu transponder de localização no último dia 17 de dezembro, o que impediu o rastreamento público do navio nos dias seguintes. Imagens de satélite, no entanto, indicaram mudanças recentes de rota, com o petroleiro aparentemente se afastando do Mediterrâneo e navegando em direção ao Atlântico Norte, possivelmente rumo a áreas próximas à Groenlândia ou à Islândia.

Os EUA endureceram nas últimas semanas suas ações no Caribe numa tentativa de asfixiar o regime de Maduro, atingindo o setor petrolífero, principal fonte de renda da ditadura chavista. Nos últimos dias, forças americanas apreenderam dois petroleiros sancionados. Neste mês, o presidente Donald Trump anunciou um bloqueio total à entrada e saída de petroleiros sancionados da Venezuela.

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