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O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, anunciou neste sábado (7) que o regime decidiu encerrar os ataques aos países árabes vizinhos — a menos que o território iraniano seja bombardeado a partir dessas nações. Em comunicado na manhã de hoje, Pezeshkian pediu desculpas aos países bombardeados, ao mesmo tempo em que reiterou que os vizinhos “não se tornem instrumentos do imperialismo”, referindo-se aos EUA e a Israel.
Desde o início da guerra, o país persa lançou ataques com mísseis e drones contra alvos americanos e infraestruturas energéticas em diversos países da região, entre eles Arábia Saudita, Kuwait, Catar e Emirados Árabes.
“O Conselho de Liderança decidiu pôr fim aos ataques contra países vizinhos, a menos que o Irã seja atacado a partir desses territórios”, afirmou Pezeshkian em uma mensagem gravada e transmitida pela televisão estatal.
Quase ao mesmo tempo em que a mensagem foi divulgada, a agência de notícias "Tasnim", ligada à Guarda Revolucionária do Irã, informou sobre outra “onda de ataques com mísseis e drones contra Bahrein e Catar”.
Até agora, autoridades iranianas afirmavam que seus ataques eram direcionados contra bases americanas nos países árabes do golfo Pérsico, e não contra o território dessas nações, e consideravam essas ofensivas um direito legítimo.






