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Conflito no Golfo

Plano de Bush é bombardeado por críticas nos Estados Unidos

Washington – O plano do presidente George W. Bush de enviar mais 21.500 soldados americanos ao Iraque (onde já se encontram cerca de 132 mil) atraiu grande oposição ontem da maioria democrata no Congresso e até de alguns republicanos, enquanto funcionários do governo tentavam vender a idéia a uma cética nação.

Uma pesquisa divulgada ontem pela AP-Ipsos indicou que 70% dos americanos se opõem ao envio de mais soldados ao Iraque e uma porcentagem similar acredita que esse aumento de tropas não ajudará a estabilizar a situação no país do Golfo Pérsico. Ainda segundo a pesquisa, 87% dos democratas - o partido de oposição que recuperou o controle do Congresso nas eleições de novembro - e 42% dos republicanos se opõem a um aumento do número de soldados no Iraque.

Como parte dos esforços para promover seu plano, Bush visitou ontem o Fort Benning, na Geórgia, de onde partirão alguns dos soldados que serão enviados ao Iraque. Bush almoçou com cerca de 300 soldados e familiares e anunciou suas novas estratégias. Além disso, ele assistiu a uma demonstração do treinamento da infantaria e se encontrou com parentes de soldados mortos em conflito.

Ontem, o presidente americano também participou de uma cerimônia de homenagem a um soldado morto há dois anos no Iraque quando tentava salvar seus companheiros. Durante a solenidade, o chefe do Executivo americano chorou.

"Este é o momento para uma obrigação nacional não fracassar no Iraque", disse a secretária de Estado, Condoleezza Rice, ao Comitê de Relações Exteriores do Senado.

Mas, pouco antes, o líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, declarou em um discurso: "Ao escolher a escalada da guerra o presidente fica virtualmente sozinho." Reid disse que realizará uma votação não obrigatória expressando a desaprovação à nova estratégia de Bush.

Mas o líder republicano do Senado, Mitch McConnell, ameaçou usar táticas de procedimentos para impedir a votação. Os democratas têm uma pequena vantagem (51 a 49) no Senado e necessitariam de 60 votos para impedir as táticas de obstrução dos republicanos.

Bush pedirá ao Congresso que aprove, em meio ao orçamento fiscal de 2007, US$ 5,6 bilhões para custear o aumento de tropas e US$ 1,2 bilhão para um programa de ajuda, criação de empregos e reconstrução.

O secretário da Defesa, Robert Gates, disse ontem que não sabia quanto tempo as tropas adicionais permanecerão no Iraque, mas achava que seriam meses, não anos. "Eu acho que para a maioria de nós é uma questão de meses, não 18 meses ou dois anos." Mas ele também disse que os EUA deveriam saber logo se os iraquianos estão fazendo sua parte do acordo e aumentando suas próprias tropas.

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