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Irlanda do Norte

Polícia investigará mortes de civis no "Domingo Sangrento"

Polícia norte-irlandesa inicia investigação sobre o assassinato de 14 manifestantes pelo Exército britânico em 1972 na cidade de Derry, no chamado "Domingo Sangrento"

A polícia norte-irlandesa (PSNI) anunciou nesta quinta-feira que iniciará, no começo de 2013, uma "longa e complexa" investigação sobre o assassinato de 14 manifestantes pelo Exército britânico em 1972 na cidade de Derry, no chamado "Domingo Sangrento".

Segundo uma porta-voz da PSNI, as famílias das vítimas foram informadas nesta quinta sobre o começo das investigações, que poderiam durar até quatro anos e ficarão a cargo de uma equipe liderada por 15 investigadores da Unidade de Crimes Graves, que contará ainda com um número extra de especialistas.

Em julho, o principal responsável da PSNI, Matt Baggott, já explicou que o corpo tinha consultado a Procuradoria norte-irlandesa para preparar um possível processo, que, se concluído, poderia recomendar o julgamento de algum dos militares implicados em aquele massacre.

A decisão da PSNI é produzida depois que as conclusões da investigação do tribunal especial de lorde Mark Saville de Newdigate, conhecidas em 2010, enterrassem até então versão oficial, que sustenta que em 1972 os militares responderam com fogo à agressão de terroristas do Exército Republicano Irlandês (IRA) durante a manifestação em Derry.

O chamado "Relatório Saville" confirmou que os mortos eram civis inocentes e qualificou de "injustificável" a atuação dos soldados, o que obrigou o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, a pedir perdão às vítimas.

O citado porta-voz policial lembrou que os processos penais não podem aceitar como provas os testemunhos oferecidos em tribunais especiais de investigação como o de Saville.

"Para que a investigação (da PSNI) seja tão exaustiva e efetiva como for possível, a polícia pedirá ajuda aos cidadãos e às testemunhas que falaram em Saville", disse o porta-voz.

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