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Para entender

Pontífice reúne multidão no nordeste francês e defende paz na Europa

Papa Leão XIV em momento de interação com fiéis da igreja católica. (Foto: Fábio Frustaci/EFE)

O Papa Leão XIV encerrou sua viagem à França nesta segunda-feira com uma missa para 35 mil fiéis na histórica Catedral de Metz. Diante de autoridades e de uma multidão vinda de vários pontos da fronteira europeia, o pontífice usou o simbolismo dos vitrais medievais da igreja para pedir que as cicatrizes dos conflitos do passado no continente sejam transformadas em caminhos de união.

Qual foi a principal mensagem deixada pelo pontífice durante a celebração em Metz?

O líder católico defendeu que o futuro do continente europeu depende da harmonia entre as diferenças, rejeitando a imposição de uma uniformidade. Ao utilizar a arquitetura e os famosos vitrais da Catedral de Metz como metáfora, o pontífice explicou que as profundas feridas deixadas pela violência e pelas guerras do passado recente devem se transformar em aberturas para a entrada da luz e da harmonia. Para ele, o único caminho real para a salvação da humanidade diante das injustiças é o amor que cuida do próximo e busca restabelecer a confiança de todos.

Por que a escolha da cidade francesa de Metz carrega um forte simbolismo histórico?

A cidade de Metz fica localizada no nordeste francês, a pouco mais de quarenta quilômetros do triponto de Schengen, onde as fronteiras de Luxemburgo, Alemanha e França se encontram. Essa região fronteiriça foi palco de intensos conflitos territoriais históricos, tendo sido anexada pelo Império Alemão no século vinte e, mais tarde, pela Alemanha Nazista na Segunda Guerra Mundial. Além disso, a localidade foi o lar de Robert Schuman, considerado um dos fundadores da União Europeia, e é reconhecida na Igreja Católica como o berço histórico do tradicional canto gregoriano.

Como os conceitos de Santo Agostinho foram utilizados para explicar a busca pela paz?

Durante o seu discurso religioso, conhecido tradicionalmente como homilia, o pontífice citou a clássica obra "A Cidade de Deus", escrita por Santo Agostinho. Ele explicou que o santo definia a paz como o fruto de uma expressão em latim que significa a tranquilidade da ordem, um estado em que cada cidadão reconhece, respeita e valoriza a dignidade e o papel sagrado que o outro possui dentro da sociedade. O líder religioso recordou que esses princípios morais e espirituais serviram de base para a construção da Europa ao longo dos séculos, antes das decisões econômicas.

De que maneira a população local e os fiéis reagiram à presença do líder religioso?

Cerca de trinta e cinco mil fiéis lotaram o templo e as ruas vizinhas, acompanhando o evento por telões sob forte emoção. Muitos participantes decidiram tirar um dia de folga no trabalho ou na escola apenas para vivenciar o momento e celebrar valores comuns de união. O evento também reuniu autoridades políticas de destaque, como o presidente da França, Emmanuel Macron, e a primeira-dama Brigitte, que ocuparam a primeira fileira de bancos. Entre a multidão, católicos expressaram o desejo de que o encontro ajude a superar divisões políticas e religiosas no país.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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