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Argentina x Brasil

Porta-voz de Milei minimiza atrito com Lula e ironiza convocação de embaixadores

Relação conturbada entre os dois presidentes chegou ao auge da tensão neste fim de semana (Foto: André Coelho/Juan Ignacio Roncoroni/EFE)

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O governo argentino voltou a se manifestar sobre a crise diplomática com o Brasil, nesta terça-feira (28), durante uma coletiva de imprensa. O porta-voz da Presidência, Adrian Ravier, afirmou que sempre houve atritos entre os países e que a atual tensão se deu por "divergências ideológicas".

Em uma das declarações, o funcionário da Casa Rosada ironizou que, apesar das diferenças políticas que "sempre existiram", a Argentina nunca levou crises como essa para o nível diplomático. A fala faz referência à convocação de embaixadores para esclarecimentos pelo Itamaraty.

Ravier ainda comentou as alegações de Milei sobre uma possível campanha "anti-Argentina" por parte do governo brasileiro.

“Muitas pessoas esperam que este modelo [político de Javier Milei] seja bem-sucedido para poderem exibi-lo, mas muitas pessoas na esquerda querem que este modelo fracasse para que não tenhamos sucesso de fato”, afirmou em resposta a uma pergunta do jornal La Nacion na coletiva de imprensa.

Segundo o porta-voz, “existe uma hipótese de que a esquerda, de alguma forma, está fomentando essa campanha anti-Argentina para romper com a ideia de que o modelo argentino consegue tirar as pessoas da pobreza, da miséria, reduzir a inflação, gerar níveis recordes de produção e exportação, e assim por diante. Faz parte do jogo”.

De acordo com o jornal argentino La Nacion, vários funcionários e assessores dentro do governo Milei endossaram as palavras do presidente, considerando-as "credíveis" e apontando para "todas as vezes em que Lula e seu governo nos insultaram e não dissemos nada".

Ao falar especificamente sobre o Brasil, Ravier pontuou que o presidente Milei lidera um movimento que busca promover ideias pró-mercado e que enxerga os Bolsonaros como "amigos e companheiros" dessa ideia.

O porta-voz destacou que Lula, pelo contrário, se opõe a ela. "Acho que as diferenças são claras e fazem parte, digamos, de uma questão ideológica e política, mas não acreditamos que isso vá impactar as relações diplomáticas entre nossos paíse , pelo menos não do lado argentino”.

A crise diplomática entre Brasil e Argentina teve início no final de semana, durante a convenção nacional do PL para oficializar a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.

Na ocasião, o presidente Milei discursou e se referiu ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de “lixo careca” e o criticou por não ter permitido que ele visitasse o ex-presidente Jair Bolsonaro. Além disso, chamou o presidente petista de “ladrão” e “presidiário”.

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