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Oriente Médio

Preço do petróleo volta a disparar e EUA cogitam retirar algumas sanções do Irã

O Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse que o governo avalia reinserir parte do petróleo iraniano no mercado para conter instabilidade (Foto: EFE/EPA/WILL OLIVER)

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Os novo ataques à infraestrutura energética no Oriente Médio provocaram uma nova alta no preço do petróleo nesta quinta-feira (19), com o Brent - referência internacional - superando os US$ 115 por barril. O gás natural previsto para entrega em um mês no mercado TTF da Holanda, valor de referência na Europa, também disparou quase 30%, superando os 70 euros por megawatt-hora (MWh), após os ataques a instalações energéticas no dia anterior.

A alta do petróleo e de outras commodities em meio ao conflito em curso com o Irã levaram os EUA a considerarem medidas emergenciais, como o alívio de sanções sobre o petróleo bruto iraniano e o uso de suas próprias reservas para estabilizar o mercado.

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, declarou em entrevista à Fox News Business que o governo de Donald Trump estaria considerando suspender algumas sanções ao petróleo do Irã que já está em trânsito marítimo, uma quantidade que ele estima em cerca de 140 milhões de barris, para injetar imediatamente o produto no mercado global.

"Essencialmente, usaremos barris de petróleo iranianos contra os próprios iranianos para manter os preços baixos pelos próximos 10 a 14 dias, enquanto continuamos esta campanha", disse Bessent, que alegou que o Executivo dos EUA tem "muitas alavancas" e ferramentas adicionais para estabilizar a economia.

A avaliação surge em um momento em que o tráfego no Estreito de Ormuz - por onde passa um quinto do abastecimento mundial de petróleo e gás natural - permanece praticamente paralisado devido a ataques e ameaças do Irã.

Além do uso do petróleo bruto iraniano, os EUA cogitam usar recursos de sua própria reserva estratégica para conter a alta no setor energético.

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