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Após vitória sobre Orbán

Premiê eleito da Hungria acusa emissoras estatais de fazer “propaganda” e diz que vai suspendê-las

O líder do partido de oposição Tisza, Péter Magyar, durante discurso a apoiadores no domingo (12) (Foto: Robert Hegedus/EFE/EPA)

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Péter Magyar, líder do Tisza, partido que venceu as eleições na Hungria no último domingo (12), disse nesta quarta-feira (15) que seu governo vai suspender o funcionamento das emissoras públicas do país.

Magyar afirmou, em entrevistas à rádio e à televisão estatais, que tal medida é necessária para que essas emissoras sejam reestruturadas e parem de veicular o que chamou de “propaganda” comparável ao nazismo e à do regime da Coreia do Norte.

“Um dos pilares do nosso programa é que essa fábrica de mentiras acabará assim que um governo do Tisza for formado”, disse Magyar, que acusou as emissoras públicas de fazer ataques pessoais contra ele e sua família durante a campanha eleitoral.

“A veiculação de notícias falsas aqui precisa parar, e criaremos condições independentes, objetivas e imparciais para acabar com essa propaganda”, acrescentou o líder do Tisza.

“O que vem acontecendo aqui desde 2010 é algo que causaria admiração a [Joseph] Goebbels [ministro da Propaganda na Alemanha nazista] ou à liderança da Coreia do Norte — nenhuma palavra verdadeira é dita. Isso não pode continuar”, disparou.

Durante as entrevistas, Magyar chegou a discutir com os apresentadores, que alegaram que as emissoras sempre respeitaram as leis húngaras.

O Tisza, partido de centro-direita de Magyar, ex-aliado do atual primeiro-ministro, Viktor Orbán, obteve 137 cadeiras no Parlamento da Hungria na eleição realizada no domingo (eram necessárias cem para maioria na casa), contra apenas 56 do Fidesz do premiê conservador, que é atualmente o líder de governo mais longevo da União Europeia (UE) e que deixará o cargo após 16 anos.

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