
O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, disse ontem que manterá os planos de reforma do parque Gezi estopim dos protestos que enfrenta há uma semana , em Istambul, e criticou a tática de manifestantes de "queimar e destruir".
Em visita à Tunísia, Erdogan disse nutrir "respeito e amor" pelos que protestam por questões ambientais, mas voltou a afirmar que há o envolvimento de grupos terroristas nas manifestações.
"Se você disser: Vou promover uma reunião e queimar e destruir, não vamos permitir isso", disse, após reunião com seu homólogo tunisiano, Ali Laarayedh. "Somos contra que a maioria domine a minoria, e não podemos tolerar o contrário."
Diante das declarações de Erdogan, os manifestantes decidiram permanecer na Praça Taksim, que faz parte do complexo do parque.
A reação da Bolsa de Istambul também foi imediata: houve queda de 4,7% ontem, enquanto a lira turca caiu e chegou a 1,89 diante do dólar norte-americano.
Ontem, um policial morreu após ser gravemente ferido durante protestos na cidade de Adana, no sul do país. Ele é o terceiro morto desde o início dos confrontos entre manifestantes e policiais, na última sexta-feira. Cerca de 4,3 mil pessoas ficaram feridas.
A visita de Erdogan à Tunísia foi marcada por protestos. Veículos blindados apoiados pela tropa de choque da polícia cercaram a embaixada da Turquia e mantiveram cerca de cem manifestantes a distância. Outro protesto reuniu dezenas de pessoas que se agruparam na frente da Câmara de Comércio antes de uma reunião entre Erdogan e empresários tunisianos.



