
O candidato Horacio Cartes, que aparece na frente nas pesquisas de intenção de voto para a presidência do Paraguai na eleição marcada para o próximo domingo, fez uma série de afirmações preconceituosas sobre homossexuais e sobre o casamento gay. O jornal The New York Times citou uma entrevista dada por Cartes, 57 anos, para uma rádio, em que comparou gays a "macacos" e disse o que faria caso seu filho fosse homossexual.
"Eu atiraria em meus próprios testículos porque não concordo", afirmou. Segundo o diário nova-iorquino, o candidato também teria comparado o apoio ao casamento entre pessoas do mesmo sexo com o "fim do mundo".
O informativo Gay Star News traduziu as falas do candidato do Partido Colorado de maneira menos diplomática. "Eu atiraria nos meus próprios colhões porque não concordo. Eu atirarei nos meus colhões, sinceramente. Meu filho nunca passou necessidade nenhuma na vida", teria dito o candidato de acordo com o site.
Entre aqueles que rebatem as observações de Carter está o seu adversário, Efraín Alegre, do Partido Liberal. Alegre não apoia publicamente o casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas ainda assim afirma que é uma questão "que precisa ser discutida". Segundo o candidato liberal, as afirmações de oponente representam "o Paraguai do passado".
Atualmente, o país não tem legislação para o casamento ou união civil de pessoas do mesmo sexo. De acordo com a agência Associated Press, isto não impediu que casais gays pedissem para serem reconhecidos por governos locais como cônjuges depois que os vizinhos argentinos conseguiram legalizar, em 2010, o casamento homossexual.
Se Cartes for eleito, suas opiniões sobre a questão podem isolá-lo de outros países da América Latina. Além da Argentina, parlamentares uruguaios aprovaram uma nova legislação este mês, tornando-se o segundo país da região a legalizar o casamento gay.



