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Argélia

Presidente da França apoia ação do exército apesar de morte de reféns

François Hollande disse que abordagem da Argélia em relação à crise de reféns pareceu ser a mais adequada porque “não é possível manter negociações com o tipo de pessoas envolvidas no ataque”

Apesar da morte de reféns, o presidente da França, François Hollande, apoiou a intervenção do Exército da Argélia em um campo de gás em In Amenas, no deserto do país - onde sete sequestrados e 11 rebeldes morreram neste sábado, segundo a agência estatal APS.

As circunstâncias da ação ainda são incertas. Fontes da agência Reuters afirmam que os radicais executaram as vítimas, e depois foram mortos por forças do Exército. De acordo com a Radio France, eles estavam trancados com o restante dos reféns em um setor de maquinários, armados com explosivos e lançadores de foguetes.

Pouco após o anúncio da estatal, o primeiro-ministro britânico, David Cameron conversou com o premier argelino, Abdelmalek Sellal, que confirmou que a operação havia terminado. Pelo menos 19 estrangeiros e 29 rebeldes morreram no sequestro, que durou quatro dias.

Para o presidente francês, François Hollande, a abordagem da Argélia em relação à crise de reféns pareceu ser a mais adequada "porque não é possível manter negociações com o tipo de pessoas envolvidas no ataque".

Em uma conferência de imprensa conjunta, em Londres, o ministro da Defesa britânico, Philip Hammond, classificou as perdas como "espantosas e inaceitáveis". EUA e o Reino Unido confirmaram que o sequestro terminou com mais mortes, mas não deram detalhes sobre o fim da operação. Os dois países culparam os rebeldes que tomaram o complexo de gás natural no Saara pelas perdas, e não o governo da Argélia por sua operação de resgate.

"Está acabado agora. A operação acabou, e o Exército ainda está dentro da indústria para retirar todos os explosivos instalados" - disse uma fonte à Reuters.

Conselho de Segurança condena ação de radicais

O Conselho de Segurança das Nações Unidas condenou "em seus mais duros termos" o ataque de radicais islâmicos ao campo de produção de gás na Argélia, seguido do sequestro de centenas de funcionários e da morte de alguns após uma investida de forças do governo. Em nota divulgada neste sábado, o órgão da ONU descreveu a investida dos terroristas como um ato "hediondo" e pediu que todos os países envolvidos realizem uma caça conjunta contra os terroristas e patrocinadores da ação.

"Os membros do conselho expressam seu profundo pesar e sinceros pêsames às vítimas desse ato hediondo, às suas famílias, ao governo da Argélia e sua nação, e a todos os países cujos cidadãos foram afetados", diz o comunicado lido por Masood Khan, representante permanente do Paquistão na ONU. "O conselho sublinha a necessidade de trazer os autores, organizadores, financiadores e patrocinadores desses atos de terrorismo à justiça, e exortamos todos os Estados envolvidos a cooperarem ativamente com as autoridades argelinas a este respeito."

O chanceler do Reino Unido, William Hague, disse nesta sexta-feira que uma solução para o sequestro vai ser a maior prioridade do governo até que todos os britânicos reféns sejam encontrados. Ele acrescentou que ainda há cerca de dez britânicos desaparecidos e ao menos um está nas mãos dos radicais.

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