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O presidente do Equador, Daniel Noboa, acusou o ex-presidente esquerdista colombiano Gustavo Petro de integrar uma organização criminosa envolvida com narcotráfico e lavagem de dinheiro. A declaração foi dada nesta quinta-feira (22), em entrevista à revista colombiana Semana, após Petro criticar a prisão de Luisa González, ex-candidata presidencial da esquerda equatoriana investigada por suspeitas de financiamento eleitoral ilegal.
"Estamos desmantelando uma grande estrutura de narcotráfico e lavagem de dinheiro que inclui o ex-presidente Petro. Por isso ele enlouquece e faz comentários assim", afirmou Noboa.
A acusação ocorreu depois que Petro saiu em defesa de González, aliada do ex-presidente socialista Rafael Correa. A ex-candidata foi detida na madrugada desta quinta-feira durante uma operação do Ministério Público equatoriano que investiga supostas irregularidades no financiamento de sua campanha presidencial de 2023.
Em publicação na rede social X, Petro acusou Noboa de perseguir adversários políticos e questionou a legitimidade das eleições equatorianas.
"No Equador está se desenvolvendo uma verdadeira ditadura, que começa com uma fraude eleitoral. O chamado escudo não é um escudo contra o narcotráfico, mas um escudo contra a democracia", escreveu o ex-presidente colombiano.
Em outra declaração, desta vez à emissora colombiana Caracol Radio, Noboa afirmou que Petro e González trabalham juntos há anos. O presidente equatoriano também acusou o antigo governo de esquerda da Colômbia de ter fornecido passaportes legítimos a criminosos ligados ao movimento político de Rafael Correa. Ele afirmou que novas informações deverão surgir durante as investigações. Até o momento, porém, Noboa não apresentou publicamente provas que comprovem a participação de Petro na organização criminosa mencionada por ele.
Esta não é a primeira vez que o presidente equatoriano acusa Petro de manter relações com pessoas ligadas ao narcotráfico. Em abril, Noboa afirmou que o então presidente colombiano havia se reunido com integrantes do movimento Revolução Cidadã que teriam ligações com José Adolfo Macías, conhecido como "Fito", líder da organização criminosa Los Choneros. Petro negou conhecer o narcotraficante e anunciou que processaria Noboa por calúnia.
Enquanto isso, a Justiça equatoriana determinou nesta sexta-feira (23) a prisão preventiva de Luisa González. Segundo o Ministério Público, a investigação em curso contra ela apura a movimentação de aproximadamente US$ 500 mil em um suposto esquema de lavagem de dinheiro utilizado para financiar a campanha eleitoral de 2023.
Os investigadores suspeitam que parte dos recursos tenha origem em atividades ilegais relacionadas à comercialização de combustíveis. González nega as acusações e afirma ser vítima de perseguição política.







