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Masud Pezeshkian

Presidente do Irã diz que assassinato de Khamenei é “declaração aberta de guerra”

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, discursa durante o sexto aniversário da morte do comandante da Força Quds da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), Qasem Soleimani, em Teerã, Irã, em 1º de janeiro de 2026. Soleimani foi morto em 3 de janeiro de 2020 em um ataque aéreo direcionado dos EUA no aeroporto de Bagdá, no Iraque.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, discursa durante o sexto aniversário da morte do comandante da Força Quds da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), Qasem Soleimani, em Teerã, Irã, em 1º de janeiro de 2026. Soleimani foi morto em 3 de janeiro de 2020 em um ataque aéreo direcionado dos EUA no aeroporto de Bagdá, no Iraque. (Foto: EFE/EPA/ABEDIN TAHERKENAREH)

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O presidente do Irã, Masud Pezeshkian, afirmou neste domingo (01) que o assassinato do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, é uma "declaração aberta de guerra contra os muçulmanos" que legitima Teerã a se vingar de Israel e Estados Unidos.

"O assassinato do mais alto cargo político da República Islâmica do Irã e destacado líder e autoridade religiosa do mundo xiita, por parte do maldito eixo americano-sionista, é considerado uma declaração aberta de guerra contra os muçulmanos, especialmente os xiitas em todos os cantos do mundo", disse Pezeshkian em um comunicado.

O mandatário iraniano descreveu o ocorrido como "a maior provação que o mundo islâmico enfrenta hoje" e justificou as represálias adotadas pelo Irã, com ataques a vários países do Oriente Médio, sobretudo àqueles aliados dos Estados Unidos onde a potência ocidental possui bases militares.

"A República Islâmica do Irã considera o acerto de contas e a vingança contra os autores materiais e intelectuais deste crime histórico como seu dever e seu direito legítimo, e empregará todas as suas capacidades para cumprir com esta grande responsabilidade e obrigação", ressaltou Pezeshkian.

Período de transição

O presidente iraniano assumiu a liderança da nação após o assassinato de Khamenei e durante o "período de transição" necessário, dentro de um conselho formado também pelo chefe do Poder Judiciário iraniano, Gholamhossein Mohseni Ejei, e por um jurista do Conselho dos Guardiães, informou neste domingo a agência de notícias estatal IRNA.

Pezeshkian, no poder desde julho de 2024, elogiou a "grande e divina liderança" de Khamenei, que - disse ele - se apoiou "na vontade, no voto e na opinião do povo", o que "concedeu dignidade e honra à nação iraniana e foi um espinho no olho dos inimigos do Islã e do Irã".

O filho de Pezeshkian, Yousef, afirmou ontem que as tentativas de assassinar o seu pai não tiveram sucesso e que ele estava bem.

"Força nunca antes vista"

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou hoje atacar o Irã com "uma força nunca antes vista" se o país cumprir sua promessa de vingar a morte de Khamenei com uma ofensiva histórica contra os EUA e Israel.

Apesar da ameaça, o Irã continuou na manhã deste domingo atacando Israel com diferentes ondas de mísseis, o que provoca o acionamento de sirenes antiaéreas em cidades como Tel Aviv e Jerusalém, além de explosões causadas pelas interceptações no céu.

A Agência EFE não conseguiu verificar de forma independente a extensão dos ataques israelenses e americanos na República Islâmica, onde a imprensa internacional não tem permissão para visitar nem registrar imagens dos locais afetados pelos bombardeios.

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