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O presidente da FIFA, Gianni Infantino, afirmou nesta terça-feira (31) que, apesar do atual contexto geopolítico "complexo", a seleção iraniana participará da Copa do Mundo de 2026 nos EUA, México e Canadá, pois não há plano alternativo.
Embora o ministro dos Esportes do Irã, Ahmad Donyamali, tenha declarado há alguns dias que a equipe não participaria do torneio em protesto contra os ataques dos EUA e de Israel, Infantino afirmou que a Fifa quer que eles joguem na Copa do Mundo e trabalhará para que isso aconteça, conforme declarou em entrevista à emissora de televisão N+ Univision.
“Sabemos qual é a situação; é muito complicada. Estamos trabalhando para garantir que o Irã jogue nesta Copa do Mundo nas melhores condições possíveis. A seleção iraniana, assim como todas as outras, representa o povo. As pessoas podem ser a favor ou contra o governo de qualquer país, mas o Irã representa seu povo, e eles se classificaram em campo. É uma nação apaixonada por futebol, e queremos que eles joguem, e eles jogarão na Copa do Mundo. Não há planos B, C ou D. É o plano A”, afirmou.
Depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, reconheceu que não poderia garantir a segurança da seleção iraniana em solo americano, a Federação Iraniana de Futebol (FIRI) começou a negociar com a Fifa para transferir seus jogos da Copa do Mundo de 2026 para o México, embora a Fifa não esteja considerando mudanças nas sedes já confirmadas.
“Vivemos em um cenário geopolítico muito complexo. Não temos o poder de resolver esses conflitos, mas temos a oportunidade de unir o mundo. Quarenta e oito países, com milhões de torcedores, virão em um espírito de paz e celebração. Nosso objetivo e nosso trabalho é a união, construindo pontes para todos”, reiterou Infantino.
O Irã está no Grupo G da Copa do Mundo, que será realizada nos EUA. A seleção enfrentará a Nova Zelândia e a Bélgica (ambas em Inglewood, Califórnia) e o Egito (em Seattle).








