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Poluição

Pressionada, ministra do Meio Ambiente da Argentina renuncia

Ambientalista ganhou desaque ao evitar a construção de duas grandes indústrias papeleiras no Uruguai, no episódio que ficou conhecido como "Guerra das Papeleiras"

A ministra do Meio Ambiente da Argentina, Romina Picolotti, renunciou ao cargo nesta terça-feira (2). A gestão de dois anos e meio dela no cargo foi marcada pela instabilidade, quando a também ativista ambiental enfureceu empresários ao combater a poluição. Para outros, ainda, Romina não conseguiu fazer o suficiente para resolver os problemas ambientais do país.

O substituto da ministra será Homero Máximo Bibiloni, atualmente assessor jurídico da cidade de La Plata. Bibiloni tem forte relação com o governista Partido Justicialista (Peronista) e foi subsecretário do departamento de recursos naturais do Ministério do Meio Ambiente entre 2004 e 2006.

Romina foi forçada a renunciar após não apoiar o veto da presidente Cristina Kirchner no mês passado a uma lei que buscava proteger as geleiras do país, segundo a imprensa argentina. A lei proibia atividades que pudessem afetar as geleiras e foi revogada graças a preocupações com as "repercussões negativas no desenvolvimento econômico", segundo a presidente.

Romina estava no cargo desde 2006, ainda no governo de Néstor Kirchner, marido de Cristina. A ambientalista ganhou espaço ao tornar-se uma das líderes na campanha para evitar a construção de duas grandes indústrias papeleiras no Uruguai, perto do rio que separa os dois países, no episódio conhecido como a "Guerra das Papeleiras" entre Argentina e Uruguai. Em 2006, Romina ganhou o conceituado Prêmio Sophie pelo seu ativismo.

No cargo, a ministra foi alvo de críticas por fechar várias plantas fabris, devido a violações ambientais. Ela também foi atacada por não despoluir o rio Riachuelo, no sul de Buenos Aires. Neste ano, a Suprema Corte condenou a atuação do Ministério do Meio Ambiente no caso e estabeleceu um cronograma para a limpeza do rio, um problema que desafia várias administrações há décadas.

A corte ameaçou punir Romina pessoalmente com multas, por não conseguir cumprir os prazos determinados dela decisão judicial. Ela ainda é alvo de uma investigação judicial por malversação de fundos do Ministério do Meio Ambiente. As informações são da Dow Jones.

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