Mérida, México Em seu último dia de viagem pela América Latina, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse ontem que vai tentar reformar a política de imigração americana. O anúncio foi uma clara tentativa de melhorar sua imagem no México, última escala do presidente americano e país onde ele é mais impopular. Após reunir-se com o presidente mexicano, Felipe Calderón, ele disse que vai tentar convencer o Congresso a amenizar a atual lei de imigração e criar um programa para trabalhadores temporários.
Apesar do esforço para tranqüilizar os mexicanos, Bush se esquivou de anunciar medidas concretas. "Minha promessa para o povo do México é que vou trabalhar duro para conseguir aprovar uma reforma ampla na lei de imigração", disse. No ano passado, a tão esperada reforma não foi aprovada porque os republicanos, que então dominavam o Congresso, estavam mais preocupados com o reforço do policiamento na fronteira.
Por sua vez, Calderón exigiu de Bush mais atenção às relações bilaterais com o México, lembrando a promessa feita em 2001 de que a América Latina seria uma das prioridades da política externa americana. O presidente mexicano voltou a criticar o muro de 1.200 quilômetros que está sendo construído na fronteira entre os dois países e afirmou que a melhor maneira de evitar a imigração é melhorando as condições de vida dos cidadãos ao sul da fronteira. "Não dá para conter a imigração por decreto", disse Calderón.
Discursando sobre narcotráfico, Bush elogiou a iniciativa de Calderón de enviar milhares de soldados para combater os cartéis mexicanos e cumprimentou o presidente por ter concedido a extradição de 15 importantes traficantes.



