
Washington - A primeira lista mais abrangente dos conselheiros de transição do presidente eleito Barack Obama, divulgada na noite de quarta-feira, joga luz sobre o tipo de pessoas para o qual sua administração penderá. Para analistas, a relação mostra também quais instituições podem ganhar influência em Washington.
A equipe de transição de Obama divulgou 13 nomes na noite de quarta-feira de pessoas que comandarão uma revisão das agências federais e outras seis que liderarão equipes na revisão das políticas nos departamentos do Tesouro, Estado e Defesa, além de questões sobre pessoal.
O grupo tem vários membros do segundo escalão da administração do ex-presidente Bill Clinton e pessoas do setor financeiro e de tecnologia. Inclui quatro ex-lobistas, três importantes arrecadadores de fundos para campanhas e dois ex-empregados da gigante do setor hipotecário em dificuldades Fannie Mae, com alguma sobreposição de funções entre eles. Quatro pessoas da lista têm laços com a consultoria McKinsey & Co. e dois têm experiência em liderar empresas de tecnologia no início de suas operações.
Implementação
As equipes também reunirão informações necessárias para ajudar a nova administração a ser confirmada pelo Senado. Além disso, começarão a implementar as políticas após a posse de Obama, em 20 de janeiro.
O nome dos líderes de equipe relativos a outras agências federais deve ser divulgado no fim da semana.
Obama se comprometeu a reduzir a influência dos lobistas em seu governo. Entre as 19 pessoas listadas na quarta-feira há quatro que já foram registradas como lobistas (a profissão é regulamentada nos Estados Unidos) e duas que trabalharam no setor de lobby mais recentemente, inclusive em 2008. As nomeações não parecem violar as regras determinadas por Obama de barrar pessoas que fizeram lobby no ano passado, de trabalhar em temas relacionados aos lobbies durante a transição.
Os conselheiros para a transição de Obama incluem Tom Donilon, um importante lobista da Fannie Mae, gigante das hipotecas apoiada pelo governo que ajudou a precipitar a atual crise financeira. Donilon liderará uma equipe que revisará o Departamento de Estado.



