A princesa japonesa Kiko, que nesta quarta-feira (noite de terça-feira em Brasília) deu à luz um filho, o primeiro herdeiro ao trono a nascer na família imperial em 41 anos, anunciou seu desejo de doar o cordão umbilical a um banco de sangue.
O chefe da equipe médica que atende à princesa, Masao Nakabayashi, afirmou que Kiko, de 39 anos, aceitou a retirada do sangue do cordão umbilical para ajudar outras pessoas.
Segundo Nakabayashi, diretor do hospital Aiiku, de Tóquio, o cordão umbilical pode ser doado a um banco de sangue, que aproveitaria as suas células-mães. Elas contêm todo o potencial genético necessário para a produção dos componentes do sangue e da medula espinhal, e são utilizadas para combater doenças graves como a leucemia.
A Rede de Bancos de Sangue de Cordões Umbilicais do Japão, que reúne 11 instituições em todo o país, informou que chegam a 3 mil os transplantes realizados a partir do material armazenado, segundo a agência de notícias Kyodo. Nem o doador nem o receptor conhecem as identidades um do outro.



