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Principal enviado nuclear norte-coreano vai visitar os EUA

Aurtoridades americanas ainda não confirmaram a visita. Coreia do Norte teria capacidade para produzir até 12 bombas nucleares

Kim Kye-gwan sendo entrevistado. Sua visita aos EUA ainda não foi confirmada | Reuters
Kim Kye-gwan sendo entrevistado. Sua visita aos EUA ainda não foi confirmada (Foto: Reuters)

O principal enviado nuclear norte-coreano vai visitar os Estados Unidos no mês que vem, quando serão realizadas negociações sobre o programa nuclear de Pyongyang, segundo a agência de notícias sul-coreana Yonhap. Mas autoridades em Washington informaram que a visita não está programada. A agência informou, citando uma fonte em Pequim, que o norte-coreano Kim Kye Gwan vai viajar para os Estados Unidos em março.

Porém, o porta-voz do Departamento de Estado, P.J. Crowley, disse aos jornalistas nesta sexta-feira que não há planos para a visita de Kim, além de não existirem discussões com a Coreia do Norte sobre tal viagem. O subsecretário-geral para Assuntos Políticos da Organização das Nações Unidas (ONU), B. Lynn Pascoe, disse, após encerrar uma viagem de quatro dias pela Coreia do Norte nesta sexta-feira, que não tem informações sobre projetos de uma viagem de Kim para os Estados Unidos.

Acredita-se que a Coreia do Norte tenha plutônio suficiente para a produção de pelo menos doze bombas atômicas. O país deixou as negociações sobre desarmamento no ano passado durante um impasse sobre seu programa nuclear e de mísseis.

Mas depois do aperto das sanções e do isolamento financeiro, o empobrecido país de aproximou de Washington, Seul e Pequim nos últimos meses.

Pascoe, o diplomata de mais alto nível da ONU a visitar a Coreia do Norte desde 2004, disse que se reuniu com o presidente norte-coreano e com o ministro de Relações Exteriores e argumentou "que as conversações com o sexteto devem ser retomadas sem precondições ou novos adiamentos".

Porém, os norte-coreanos não parecem preparados para retornar imediatamente às conversações internacionais sobre desarmamento, disse ele.

"Certamente eles não estão felizes com as sanções e certamente não estão ansiosos - embora não descartem - em retornar às conversações com o sexteto", disse Pascoe. O sexteto é composto por Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Rússia, China e Alemanha.

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