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EUA

Procurador-geral nega ordem de grampear AP

Associated Press acusou o Departamento de Justiça dos EUA de obter registros telefônicos para descobrir as fontes dos repórteres

Procurador-geral Eric Holder fala à imprensa no Departamento de Justiça, em Washington | Jonathan Ernst/Reuters
Procurador-geral Eric Holder fala à imprensa no Departamento de Justiça, em Washington (Foto: Jonathan Ernst/Reuters)

Sob fortes críticas e a pressão dos republicanos para se demitir do cargo, o procurador-geral dos EUA, Eric Holder, procurou ontem se distanciar da decisão de obter judicialmente os registros telefônicos da agência de notícias Associated Press (AP).

Em um comunicado, o Departamento de Justiça afirmou que Holder havia se recusado a lidar com o caso alegando um possível conflito de interesses: ele havia sido ouvido em uma investigação do governo sobre uma reportagem da AP que revelava detalhes de uma operação da CIA no Iêmen. Holder designou então, o subsecretário de Justiça, Jim Cole, para cuidar do caso dos registros telefônicos.

Ontem, ao comentar os assunto, Holder afirmou que o vazamento de informações que levou o Departamento de Justiça a investigar as ligações da AP foi um dos mais sérios que viu em sua carreira e disse ter certeza de que os investigadores seguiram os procedimentos apropriados.

A AP denunciou na segunda-feira à noite que o Departamento de Justiça obteve secretamente dois meses de registros telefônicos de jornalistas da agência em 2012.

A agência só foi informada sobre a ação do Departamento de Justiça na sexta-feira passada. Os alvos foram mais de 20 linhas em Nova York, Hartford e em Washington. Para a empresa, o caso envolve a investigação do vazamento de informações para uma reportagem sobre uma operação da CIA no Iêmen que frustrou um plano da Al-Qaeda para explodir um avião que ia para os EUA. Os registros das ligações poderiam revelar as fontes dos repórteres.

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