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Segundo jornal

Projeto de acordo entre EUA e talibãs é rejeitado por Karzai

As grandes linhas do acordo estabeleciam que cinco afegãos detidos em Guantánamo seriam transferidos para o Qatar, onde os talibãs planejavam abrir um escritório

Um projeto costurado com os Estados Unidos e que previa a renúncia pública ao terrorismo pelos talibãs em troca da transferência de cinco afegãos de Guantánamo ao Qatar foi rejeitado pelo presidente Hamid Karzai, afirmou nesta sexta-feira (23) The Washington Post.

As grandes linhas do acordo estabeleciam que cinco afegãos detidos em Guantánamo seriam transferidos para o Qatar, onde os talibãs planejavam abrir um escritório, e onde os ex-prisioneiros ficariam em prisão domiciliar, de acordo com funcionários americanos e europeus que falaram sob a condição de manter sua identidade preservada.

Segundo o jornal americano, em troca, os talibãs deviam renunciar publicamente ao terrorismo internacional e, portanto, a qualquer relação com a Al-Qaeda.

"Tudo está suspenso por enquanto", disse ao periódico um alto funcionário americano.

"Todo mundo respira fundo", acrescentou. No entanto, segundo o Post, as conversações com os talibãs foram retomadas no começo de 2012.

Segundo fontes do jornal, o projeto de acordo, resultante de um ano de discussões, fracassou devido à renúncia do presidente afegão, Hamid Karzai.

O projeto de acordo foi elaborado após seis reuniões sustentadas este ano entre funcionários dos Estados Unidos e uma delegação de talibãs liderada por Tayeb Agha, colaborador próximo do mulá Omar, líder supremo.

A ideia de dotar os talibãs de um escritório em um país neutro para facilitar possíveis conversações de paz foi discutida em várias ocasiões. A Turquia foi mencionada um tempo para acolhê-lo, assim como o Qatar.

Os talibãs, que combatem o governo afegão e seus aliados da Otan desde que foram depostos no fim de 2011, estão ganhando terreno nos últimos anos.

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