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zona do euro

Proposta da Grécia é rejeitada e acordo não sai, afirma Comissão Europeia

Segundo a Comissão Europeia, a Grécia e as instituições que representam seus credores não chegaram a um acordo neste domingo (14), deixando a decisão final sobre se o país irá declarar um calote para os ministros das Finanças da zona do euro. O país está em negociações sobre as reformas que deve implementar para obter um novo financiamento e evitar a falência.

Por meio de comunicado, a Comissão Europeia afirmou que “o presidente (da Comissão Europeia, Jean-Claude) Juncker fez uma última tentativa neste fim de semana para encontrar, através de representantes pessoais e em estreita ligação com especialistas da Comissão, do Banco Central Europeu e do Fundo Monetário Internacional, uma solução com o primeiro-ministro (grego, Alexis) Tsipras que permitiria uma avaliação positiva a tempo para a reunião do Eurogrupo na quinta-feira”.

O documento acrescenta que, “embora algum progresso tenha sido feito, as negociações não tiveram sucesso, já que continua a haver uma diferença significativa entre os planos das autoridades gregas e os requisitos comuns da Comissão, do BCE e do FMI”.

Um autoridade do Governo disse que os negociadores gregos apresentaram uma contraproposta aos credores internacionais nas negociações em Bruxelas, acrescentando que a Grécia nunca vai aceitar os pedidos para cortar pensões e salários, ou aumentar o imposto sobre a energia elétrica. Ainda de acordo com a autoridade, a delegação grega enviou propostas suplementares que cobrem totalmente a lacuna fiscal e os superavits primários.

O outro lado

A paciência com a Grécia está se esgotando, afirmou o vice-chanceler da Alemanha em um alerta para Atenas, que abordou a possibilidade de o país até mesmo deixar a zona do euro.

Em artigo publicado no jornal “Bild”, Sigmar Gabriel, líder do Partido Social Democrata (SPD), demonstrou endurecimento da postura em relação a Atenas por parte de um dos principais membros da zona do euro. O político, que geralmente tem sido simpático à Grécia, escreveu: “Queremos ajudar a Grécia e também mantê-la no euro. Mas não só o tempo está se esgotando, mas também a paciência na Europa. Em toda a Europa, cresce o sentimento de que já basta”.

Sigmar ressaltou que “a sombra de uma saída da Grécia da zona do euro assume uma forma cada vez mais clara”. As observações de Gabriel, ministro da economia e líder de um partido da coalizão da chanceler Angela Merkel, representa a advertência mais forte até agora dos social-democratas.

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