Belgrado (EFE) Mais de 50 mil seguidores do ex-presidente sérvio e iugoslavo Slobodan Milosevic fizeram ontem um minuto de silêncio ao início da cerimônia de despedida no centro de Belgrado, em frente ao Parlamento da Sérvia e Montenegro.
O vice-presidente do Partido Socialista da Sérvia (SPS, de Milosevic), Milorad Vucelic, iniciou a homenagem lendo um comunicado no qual informou que nenhum dos membros da família do ex-presidente assistiria ao funeral devido às "ameaças e chantagens" das autoridades feitas à viúva.
O aviso suscitou gritos de protesto da multidão, mas Vucelic os interrompeu imediatamente e pediu aos seguidores que honrassem seu líder e que assegurassem que a comemoração fosse digna. "Por favor, nós estamos aqui hoje despedindo-nos do melhor de nós, conscientes de sua grandeza. Por favor, que isto seja digno, que honremos seu nome. Todos que o atacam nem de longe podem se comparar a ele", disse Vucelic.
Os simpatizantes de Milosevic que chegaram de todo o país e também da república sérvia da Bósnia levam bandeiras nacionais, fotos do ex-presidente, flores e cartazes com palavras de ordem, como "Os heróis não morrem, viram lendas" e "Tribunal de Haia, assassino de sérvios". Vários também levaram fotos dos ex-líderes servo-bósnios Radovan Karadzic e Ratko Mladic, os supostos criminosos de guerra mais procurados pelo Tribunal Penal Internacional para a ex-Iugoslávia, em Haia.
Slobodan Milosevic, foi sepultado no jardim de sua casa em Pozarevac. O ex-presidente morreu há uma semana, aos 64 anos de idade, em sua cela na prisão do TPII, em Haia, que o julgava desde 2002 por sua suposta responsabilidade nos crimes de guerra cometidos na Bósnia, Croácia e Kosovo na década de 90.



