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O chefe do Poder Judiciário do Irã, Gholam-Hossein Mohseni-Eje'i, prometeu acelerar os julgamentos de manifestantes envolvidos com os protestos pelo país em meio à crescente preocupação internacional com a repressão brutal aplicada por agentes de segurança nas ruas.
Citado pela imprensa estatal, ele disse que os manifestantes acusados de violência ou "atividades terroristas” terão “prioridade no julgamento e na punição”.
Uma primeira sentença de morte foi marcada para esta quarta-feira (14). Erfan Soltani, um manifestante de 26 anos foi condenado sob a acusação de fazer “guerra contra Deus”, segundo a lei iraniana.
De acordo com o portal IranWire, o jovem foi preso perto de sua casa no distrito de Fardis, em Karaj, e foi mantido por três dias sem contato com a família. No domingo (11), agentes de segurança comunicaram que ele estava sob custódia e que havia sido condenado à morte.
Mohseni-Eje'i, acrescentou que os julgamentos dos organizadores dos protestos, chamados por ele de "os principais elementos", serão feitos publicamente.
A agência de notícias da organização Human Rights Activists (HRANA), sediada nos EUA, denunciou até o momento 18.137 prisões desde o início dos protestos em dezembro e milhares de mortes.




