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O Reino Unido revelou nesta quinta-feira (9) uma operação secreta russa com submarinos próximos a infraestruturas e cabos críticos em águas britânicas e arredores.
Após a descoberta, o ministro de Defesa britânico, John Healey, afirmou que a Rússia representa a "maior ameaça" à segurança do Reino Unido e da Otan no atual momento e dirigiu um recado diretamente ao ditador Vladimir Putin: "Nós o vemos, vemos sua atividade em torno de nossa infraestrutura submarina. O senhor deve saber que qualquer tentativa de danificá-la não será tolerada e terá graves consequências". Segundo ele, o foco das operações maliciosas era atingir oleodutos europeus e cabos críticos.
O governo britânico detectou a ameaça com o auxílio de aeronaves e navios de guerra, que identificaram um submarino de ataque russo entrando em águas internacionais no Ártico há algumas semanas e monitoraram continuamente sua atividade, juntamente a de outras duas unidades navais russas. A Marinha Real Britânica mobilizou uma fragata, um navio de assalto anfíbio e vários helicópteros Merlin, juntamente a várias aeronaves P-8 da Força Aérea Real (RAF), durante a operação.
Segundo as informações reveladas nesta quinta, as forças britânicas se depararam com um submarino de ataque russo da classe Akula e dois submarinos-espiões da Diretoria Principal de Pesquisa em Águas Profundas de Moscou (GUGI, na sigla original), que têm capacidade de sabotar cabos aquáticos.
Segundo o governo, as atividades faziam parte de uma manobra diversionista para aproveitar o momento de crise no Oriente Médio.
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