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Parlamentares do Partido Republicano pediram nesta terça-feira (10) que a Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC, na sigla em inglês) aplique multas e sanções contra o cantor Bad Bunny, além de executivos da NFL e da emissora NBC, após o show do intervalo do Super Bowl. Os congressistas alegam que a apresentação do cantor incluiu palavrões e conteúdos considerados “obscenos” para a televisão aberta.
Segundo o congressista republicano Randy Fine, o show teria violado a legislação norte-americana por conter letras que, se expressas em inglês, justificariam a retirada do sinal do ar e a aplicação de multas elevadas. Em publicação na rede social X, Fine classificou a apresentação de Bad Bunny como “ilegal” e afirmou que palavras e trechos de músicas traduzidos para o inglês configurariam “obscenidade pornográfica”. Bad Bunny, cujo nome verdadeiro é Benito Antonio, é de origem porto-riquenha e cantou suas músicas em espanhol.
Fine disse que os republicanos enviaram uma carta ao presidente da FCC, Brendan Carr, solicitando “medidas drásticas”, incluindo multas e a revisão das licenças de transmissão da NFL e da NBC. Ele também indicou que os republicanos pediram a prisão dos envolvidos no evento.
“Estamos enviando uma carta a Brendan Carr, da FCC, pedindo medidas drásticas, incluindo multas e a revisão das licenças de transmissão, contra a NFL, a NBC e ‘Bad Bunny’”, escreveu o parlamentar no X. “Prendam eles”, concluiu.

O congressista incluiu em suas críticas traduções para o inglês de letras de músicas de Bad Bunny com termos como “dick”, “ass” e “fuck”, palavras que, segundo o parlamentar, são proibidas na televisão aberta nos Estados Unidos. A imprensa americana afirma que o cantor omitiu tais palavras durante a transmissão do show.
A iniciativa contou com o apoio do congressista republicano Andy Ogles, que encaminhou uma carta ao Comitê de Energia e Comércio da Câmara solicitando uma investigação legislativa formal contra a NFL e a NBC. De acordo com Ogles, a emissora e a liga teriam “facilitado uma transmissão indecente”, alegando que o conteúdo musical “glorifica a sodomia e outras depravações”.
O show de Bad Bunny durou cerca de 13 minutos e foi descrito pelos organizadores como uma “celebração da cultura porto-riquenha e latina”. O presidente da FCC, Brendan Carr, indicado pelo presidente Donald Trump, é conhecido por posições mais conservadoras e já defendeu, em outras ocasiões, ações regulatórias contra emissoras por conteúdos considerados inadequados.







