Madri (EFE) "Antes de 1992 o petróleo terá se esgotado". Assim anunciou Meadows, em 1972, em seu famoso livro, "Os limites do crescimento". Esse pensamento não é novo. O professor Simon nos lembra que em 1914, o escritório de Minas dos Estados Unidos calculava reservas para uma década. Em 1939, o Departamento de Interior dos EUA previu que o petróleo se esgotaria em 13 anos. Mas agora as reservas continuam crescendo.
O pessimismo das décadas de 70 e 80 nos fez pensar que nossa forma de produção e de vida ia ficar sem o prezado e necessário "ouro negro". Como afirma ironicamente o professor dinamarquês Bjorn Lomborg, "Muito em breve ficaremos sem petróleo. Mais uma vez".
Certamente, o petróleo é um recurso natural limitado e, portanto, esgotável. Além disso, sua produção e consumo estão se multiplicando exponencialmente. A produção de 2005 é cinco vezes superior à de 1950, segundo as previsões da US Energy Information Agency.
Como pode ser que cada vez consumamos mais e cada vez tenhamos mais reservas? Essa é a pergunta do professor Lomborg. Sua resposta leva em conta diversas variáveis, que esquecemos freqüentemente.
Assim, ele nos lembra que continuamente são exploradas novas áreas e se encontram novas jazidas. Se o preço sobe, além disso, tornar-se-ão rentáveis as jazidas cuja extração resulta mais difícil, aumentando assim as reservas e a produção. Portanto, afirma Lomborg, "a alta do preço eleva nossas reservas totais, com o que o preço voltará a descer".
Mas o dado mais importante, para ele, é que os avanços tecnológicos fazem com que cada vez exploremos melhor as jazidas. "A primeira perfuração que se realiza em uma jazida costuma aproveitar apenas 20% do petróleo que contém. Calcula-se que os dez maiores campos de petróleo dos EUA continuarão contendo 63% de seu petróleo original quando acabar sua exploração", afirma o professor Lomborg, citando um estudo dinamarquês de Craig.
Os consumidores e fabricantes também podem influir gastando menos energia. O dado mais revelador nos o aporta o Banco Mundial que nos mostra como atualmente se produz praticamente o dobro de riqueza que na década dos 70, utilizando a mesma quantidade de energia.



